Carlos Avelin / Cosac Naify /18-03-2010
Carlos Avelin / Cosac Naify /18-03-2010

Morre a escritora e ilustradora mineira Ângela Lago

Autora de mais de 30 obras e ganhadora de vários prêmios, ela passou mal em Belo Horizonte

Renê Moreira, Especial para o Estado

22 Outubro 2017 | 18h13

Morreu na madrugada deste domingo, 22, aos 71 anos de idade, a ilustradora e escritora mineira Ângela Anástacia Cardoso Lago. Ela foi vítima de uma embolia pulmonar e faleceu pouco depois de passar mal em Belo Horizonte (MG), onde também é sua cidade natal. 

Suas obras são voltadas ao público infanto-juvenil com destaque para Cena da Rua, que foi publicada em vários países e premiada na França. Pode ser citada ainda Sangue de Barata, com poesias e ilustrações da própria autora.

Segundo amigos, ela sofreu uma queda há pouco tempo em sua casa, tendo de operar o fêmur. Desde então, vinha morando com uma irmã, onde passou mal na noite de sábado, 21. Socorrida por uma viatura do SAMU até o hospital, a escritora acabou não resistindo. 

Sua morte foi recebida com surpresa, já que parentes dizem que ela estava aparentemente bem e feliz nos últimos dias. O velório é realizado no Cerimonial Santa Casa, no bairro Santa Efigênia. 

Relevância

Muito conhecida pela importância de sua obra, Ângela Lago receberia mais uma homenagem em novembro, dessa vez na Fliaraxá, feira literária de Araxá (MG). 

Ela é vista como uma das mais importantes autoras da literatura infantil no Brasil, tendo iniciado suas publicações em 1980. A autora usava muito as imagens e, com mais de 30 livros escritos, podem ser citados também O Bicho Folharal e João Felizardo, o Rei dos Negócios. 

Durante sua carreira recebeu prêmios como o Jabuti, Categoria Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil (2008) e o Iberoamericano de Ilustración, La Consejería de Cultura, Junta de Andalucia, Sevilha, Espanha (1994).

História 

Ângela Lago iniciou sua formação superior na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Frequentou o ateliêr do escultor Bitter, em 1969, e lecionou na Escola de Serviço Social. Também trabalhou com crianças com dificuldades psico-pedagógicas e psiquiátricas antes de ingressar na literatura.

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