Penguin Books
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Mike Tyson faz homenagem a seu técnico em livro

Assim que viu o boxeador, ainda garoto, Cus D’Amato já previu que Mike seria campeão mundial dos pesos pesados

Wilson Baldini Jr, ESPECIAL PARA O ESTADO

05 de junho de 2017 | 19h40

Mike Tyson acumulou fãs durante sua carreira de boxeador entre 1985 e 2005. O mais novo campeão mundial dos pesos pesados continua a ser um dos esportistas mais famosos da atualidade. Para aqueles que querem conhecer como foi a vida de “Iron Mike” antes dos ringues, é obrigatória a leitura de Iron Ambition - My Life With Cus D’Amato, da Blue Rider Press, da Penguin Books.

Em 480 páginas, o próprio Mike Tyson conta como foi sua infância desde os 12 anos até as vésperas de conquistar o título mundial, quando D’Amato morre, em 1985. “Com minha vida infantil criminosa, eu estava passando mais e mais tempo em Spofford (uma avenida no Bronx, Nova York). O nome real do lugar era Bridges Juvenile Center, um inferno infestado de ratos na Avenida Spofford, no Bronx”, relembra Tyson, que conta com detalhes os muitos problemas que teve nas ruas da metrópole.

Ele fala também da sua primeira lembrança com Muhammad Ali, o maior representante da nobre arte, em 1977, e da primeira vez que usou os punhos para defender sua criação de pombos. A iniciação no boxe com ajuda de Bobby Stewart, um funcionário da Tryon School for Boys, em Albany, também é relatada. “Eu tinha coragem de roubar carteiras de pessoas desavisadas, mas não conseguia enfrentar um adversário com luvas nos punhos.”

Tyson lembra que Stewart ao não suportar o ritmo do garoto, e com o nariz bastante inchado pelos fortes golpes, resolveu apresentar o moleque talentoso ao veterano técnico Cus D’Amato, que tinha um campo de treinamento em Catskill. “Não sei como o Cus, que só me viu em ação por poucos minutos, pôde garantir a Stewart que eu seria campeão mundial dos pesos pesados”, diz Tyson.

A partir daí, o livro se concentra na relação pai e filho que D’Amato e Tyson tiveram por seis anos. Detalhes do dia a dia, desde conversas particulares até orientações de treinamento são meticulosamente descritas na publicação. “Cus era uma pessoa única. Tinha uma forma particular de usar a psicologia nos relacionamentos e treinos”, afirma Mike Tyson. “Com certeza, minha vida profissional e pessoal seria totalmente diferente ao lado dele.” Com a morte de D’Amato, o relacionamento entre Tyson, o técnico Kevin Rooney e os empresários Jim Jabocs e Bill Cayton ficou exposta. 

Cus D’Amato morreu em novembro de 1985, quando Tyson tinha apenas 11 lutas profissionais. O cinturão dos mundo viria apenas um ano depois, com 28 triunfos consecutivos.

Don King, com mais experiência no mundo do boxe, acabou tomando as rédeas da carreira do pugilista. Tecnicamente, Tyson nunca mais foi o mesmo lutador e acumulou dólares na conta bancária, mas muitos problemas fora dos ringues. 

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