Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Mia Couto e Milton Hatoum participam do festival Minha Língua, Minha Pátria

Até domingo, 26, autores lusófonos conversam com leitores na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2017 | 06h00

Com autores brasileiros, portugueses e africanos, será realizada entre hoje, 23, e domingo, a segunda edição do Minha Língua, Minha Pátria, um projeto que teve origem em 2015 numa parceria entre a Livraria Cultura e o jornal Público, de Portugal, e que nesta segunda edição é promovido apenas pelo Instituto Eva Herz, ligado à livraria. Todos os encontros, gratuitos, são realizados na loja do Shopping Iguatemi (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232, piso 3).

O moçambicano Mia Couto é o convidado desta quinta, às 19h30. Ele conversa com Paulo Werneck, editor da revista literária Quatro Cinco Um, sobre a trilogia As Areias do Imperador, que ele está concluindo.

Na sexta, também às 19h30, o cronista do Caderno 2 Milton Hatoum e Samuel Titan Jr. debatem A Noite da Espera, o novo romance de Hatoum, com o qual ele abre a trilogia O Lugar Mais Sombrio.

A programação de sábado e domingo será mais cedo, às 16 horas. No primeiro dia, sobem ao palco os portugueses Isabela Figueiredo e Bruno Vieira Amaral. O tema do debate será Mera Ficção e Pura Realidade: As Vozes da Margem Sul do Rio Tejo e a mediação será feita por Paulo Roberto Pires.

Domingo será dia de HQ. Os brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá conversam com o português Afonso Cruz sobre quadrinhos e literatura. A mediação será de Isabel Lucas.

O objetivo do projeto, explica a curadora Simone Duarte, é mostrar aos brasileiros o que de novo está sendo feito nos outros países de língua portuguesa, mas sem esquecer os clássicos, além de debater temas atuais.

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“Isabela e Bruno são filhos de retornados (500 mil portugueses que deixaram as colônias africanas com as independências), pouco ou nada conhecidos no Brasil e transitam entre a ficção e a realidade de uma forma única. O acerto de contas que Isabela faz com o pai morto em Caderno de Memórias Coloniais é um soco no estômago, de uma coragem rara, como também é a de Bruno ao investigar a morte do primo de 21 anos que aparece degolado. E Afonso Cruz é, para Mia Couto, uma das vozes mais criativas da nova literatura de língua portuguesa”, comenta Simone acerca dos convidados portugueses.

Antes de chegar a São Paulo, o Minha Língua, Minha Pátria passou por Salvador, com outros convidados. A ideia é que o evento seja anual, chegue a outras cidades e traga mais autores.

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