DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Lira Neto e Michel Gherman falam sobre a saga judaica narrada em 'Arrancados da Terra'

Biógrafo autor do livro recentemente lançado pela Companhia das Letras e historiador especialista nas questões judaicas falam nesta terça, às 18h, em conversa mediada pelo Estadão; transmissão será pelo canal do YouTube

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2021 | 14h05

O biógrafo e jornalista Lira Neto participa, às 18h desta terça (2), de um encontro com o professor e  historiador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ, Michel Gherman, para falar sobre o lançamento do livro Arrancados da Terra. A conversa, que terá mediação do jornalista do Estadão, Julio Maria, será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da editora Companhia das Letras.

Vivendo em Lisboa há dois anos, Lira fez uma mudança de planos com relação à próxima biografia que escreveria, o segundo volume com a história do samba, e partiu para um trabalho aprofundado de pesquisa em lugares chave de Portugal que guardavam os documentos da diáspora judaica ocorrida à partir da Península Ibérica entre os séculos 16 e 17. Na Torre do Tombo, por exemplo, teve acesso aos processos arquivados relativos às condenações de judeus pela Santa Inquisição.

As histórias começaram a surgir junto a personagens que passaram a ser perseguidos pela apuração de Lira. Um de seus principais se tornou o judeu batizado cristão em Portugal, Gaspar Rodrigues Nunes. É com ele que o livro faz sua abertura, quando está perto de ser condenado à fogueira dos inquisidores. A história ganha um arco maior ao relevar detalhes das torturas e da condenação sofridas por sua mulher, Filipa, praticante do judaísmo às escondidas, e do destino do filho do casal, Menasseh Ben Israel.

A história do êxodo acompanha judeus que seguem do reino unificado entre Portugal e Espanha primeiro para Amsterdã, à qual chamavam de Jerusalém do Norte, e depois, nos tempos de domínio dos holandeses de parte do território que se tornaria o nordeste brasileiro, para o Brasil, chamado por eles de a Jerusalém dos Trópicos. A saga não termina aí. Quando os holandeses são expulsos do Brasil, parte do povo judeu retorna para a Península Ibérica mas – e, a partir desde, ponto a história não tem mais nada que a certifique com segurança – uma embarcação com 23 deles se perde das demais e acaba aportando no litoral do norte das Américas, o mesmo lugar em que, mais tarde, seria Manhattan, Nova York.

 

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