WALTER CRAVEIRO DIVULGAÇÃO
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Karina Buhr e Arnaldo Antunes discorrem sobre poesia em mesa concorrida da Flip

Ambos estão lançando livros de poemas em Paraty

Guilherme Sobota, Enviado Especial - O Estado de S. Paulo

05 Julho 2015 | 01h33

PARATY - Introduzidos ao palco como um "herói para minha geração", e uma "heroína da minha geração" pelo curador da Flip, Paulo Werneck, Arnaldo Antunes e Karina Buhr ocuparam a Tenda dos Autores na noite deste sábado, 4, para uma das mesas mais concorridas desta edição da Festa. O assunto: poesia e, claro, música.

Com leituras e canções à capela, a dupla explorou seus próprios métodos de produção e relações da poesia com a música e as artes visuais. "A poesia é um veículo de resistência à estagnação da consciência, dos comportamentos", refletiu Antunes. "Por natureza, ela instaura uma alternativa que pretende alterar a sensibilidade das pessoas."

Antunes está lançando em Paraty o novo Agora Aqui Ninguém Precisa de Si (que virou canção cantada em uníssono no encerramento da mesa), reunião de poemas, pela Companhia de Letras. Karina publica Desperdiçando Rima, pela Rocco.

A exemplo das outras mesas do dia na Flip, a discussão também enveredou para a política em algum momento. "Adoraria não precisar dizer que sou (feminista), mas é uma agonia, ainda está muito longe para as coisas ficarem tranquilas", comentou Karina, que ainda citou Elke Maravilha: "quando perguntam a ela o que ela é, ela diz: 'sou nenhumista' e eu adoro".

"Como eu gosto muito de ser livre, morro de medo que a gente tenha que parar e analisar tudo que se vê e se ouve, morro de medo de não sentir mais", completou,

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