Andrea Barbiroli/ Estadão/ 10-3-2010
Andrea Barbiroli/ Estadão/ 10-3-2010

Itália define destino da biblioteca de Umberto Eco

Coleção, que reúne um total de 1,6 milhão de volumes, será dividida entre biblioteca estatal e universidade

Ansa, Redação

03 de fevereiro de 2021 | 08h30

Quase cinco anos após a morte de Umberto Eco (1932-2016), seus herdeiros e o governo da Itália sacramentaram o destino de sua rica coleção de livros, que será dividida entre uma das principais bibliotecas estatais e a melhor universidade pública de grande porte do país.

O Tribunal de Contas italiano aprovou o acordo que prevê a aquisição da coleção de livros antigos de Eco pela Biblioteca Nacional Braidense, instituição do Estado em Milão e que reúne cerca de 1,5 milhão de exemplares, enquanto o catálogo de volumes modernos e o arquivo do escritor serão entregues em comodato para a Universidade de Bolonha por 90 anos.

A coleção de livros antigos de Umberto Eco inclui 1,2 mil volumes anteriores ao século 20, incluindo 36 incunábulos, obras impressas logo após a invenção da imprensa, na segunda metade do século 15.

"A Biblioteca Braidense está entusiasmada com o fato de a herança de Eco ser colocada ao lado de sua coleção de livros raros e está agradecida ao Estado pela aquisição", disse James Bradburne, diretor da Pinacoteca de Brera, gestora da biblioteca.

Já a designação da Universidade de Bolonha como destino da coleção de livros modernos e do arquivo de Eco também é uma homenagem à sua história: o escritor foi professor emérito da instituição de ensino, eleita em 2020 como a melhor universidade pública da Itália com mais de 40 mil alunos.

Umberto Eco morreu em 19 de fevereiro de 2016, aos 84 anos de idade, como um dos maiores escritores e intelectuais da Itália. Entre seus maiores sucessos literários estão O Nome da Rosa (1980) e O Pêndulo de Foucault, de 1988. 

 

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