Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Integração entre editoras Companhia das Letras e Objetiva está consolidada

Ambas formam agora o Grupo Companhia das Letras

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2015 | 19h31

A fusão entre as editoras Companhia das Letras e Objetiva se completou oficialmente na última quarta-feira, quando foi divulgada a criação do Grupo Companhia das Letras. Com isso, a empresa Editora Schwarcz controlará a gestão e 55% das ações do novo grupo, tendo como sócia a Penguin Random House, que deterá os outros 45% de participação.

“Na prática, isso significa uma participação mais ativa dos publishers - agora com plena responsabilidade na gestão da empresa - e também de uma divulgação mais ativa, especialmente dos autores que vieram do catálogo da Objetiva”, comenta Luiz Schwarcz, comandante do grupo. Roberto Feith, que deixou o comando diário da Objetiva na semana passada, passa a ser consultor da diretoria, editor especial e representante nas entidades de classe do Grupo Companhia das Letras.

O processo de integração das duas editoras começou em 2014 quando foi montada uma nova estrutura editorial. Em janeiro deste ano, foi dado o passo seguinte, com a fusão das equipes de vendas. E, para o primeiro semestre deste ano, estão previstas a integração de sistema e das áreas administrativas, bem como a mudança do estoque para um novo depósito. 


Schwarcz conta que a reestruturação também chamou atenção dos autores, especialmente os editados pela Objetiva. “Na semana passada, conheci a Berenice (de Carvalho Batella Ribeiro, viúva de João Ubaldo Ribeiro) e sei que o (Luis Fernando) Verissimo já participa da divulgação escolar, um trabalho da Companhia que vai contar também com a obra de Manoel de Barros e Mário Quintana.”

Certos selos serão reestruturados, como o Fontanar, que enfrentou um problema de identidade e agora trata de autoajuda.

Com a fusão consumada, o Grupo Companhia das Letras passa a contar com 19 selos que lançam em média 45 novos títulos por mês e exibindo cerca de 5 mil títulos ativos em seu catálogo. Em 2014, as editoras Companhia das Letras e Objetiva venderam conjuntamente 7,5 milhões de exemplares (incluindo e-books) e tiveram 59 títulos na lista dos mais vendidos do PublishNews. 

A união dos catálogos prevê ainda a formação de um timaço de autores, tanto nacionais (Milton Hatoum, Lygia Fagundes Telles etc.) como estrangeiros (Mario Vargas Llosa, Amós Oz, entre outros).

Na nova estrutura, os publishers terão uma gestão mais participativa no grupo. “Eles ganham oportunidade não só de comandar comigo a linha editorial, como também a de representar a editora nacional e internacionalmente”, comenta Schwarcz. “O Grupo Penguin Random House tem promovido a integração internacional em eventos, onde não só a linha editorial é discutida, como também visões de futuro do mercado e técnicas editoriais são compartilhadas; abre-se assim um novo horizonte para a jovem equipe que comanda conosco o novo grupo editorial.”

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