HarperCollins está com dois pés no Brasil e quer mais

Segundo maior grupo editorial do mundo anunciou operação na Alemanha e colocou o mercado nacional no radar

Maria Fernanda Rodrigues, Enviada Especial - O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 09h24

FRANKFURT - Segundo maior grupo editorial do mundo - atrás apenas da Penguin Random House - a HarperCollins anunciou que iniciará operações na Alemanha, um dos principais mercados consumidores e produtores de livros do mundo. A compra da Harlequin, de livros românticos e eróticos, revelada em maio, foi o pontapé e o que ocorre agora demonstra o interesse do grupo de estar em quantos países puder - e, de novo, a Harlequin só tem a ajudar.

Brian Murray, CEO da HarperCollins, participou nesta quarta-feira, 8, de sabatina na Feira de Frankfurt e falou sobre a nova editora alemã e o mercado editorial de uma forma geral - um dos pontos de destaque foi o programa de assinatura/aluguel de e-books, que vai muito bem, especialmente para livros que vendem continuamente, comentou Murray. E disse que tem visitado vários países em que a empresa opera.

Mais cedo ou mais tarde ele chegará ao Brasil, onde a HarperCollins está presente com duas editoras muito distintas, mas que têm um bom público leitor e consumidor: a Harlequin, em associação com o Grupo Record, e a Thomas Nelson Brasil, de livros evangélicos e autoajuda. A aquisição da Thomas Nelson Brasil é ainda mais recente e foi anunciada há menos de uma semana - ela pertencia à carioca Ediouro e à americana Thomas Nelson, mas agora o controle majoritário está com a gigante americana.

“Queremos estar e investir em todos os mercados onde vemos crescimento editorial em longo prazo. E o Brasil está no topo quando pensamos em tendências, economia em desenvolvimento, consumidores e alfabetização, e será muito importante para o mercado editorial. Estamos tomando providências para estar lá”, disse Murray. 

Ficção e religião são os gêneros em que o grupo aposta mais. A área digital também é forte e ele contou que o e-book tem tido mais sucesso quando o livro é de ficção e não tem tanta saída para não ficção. Perguntado sobre se estaria renegociando contrato com a Amazon, ele respondeu que teria de passar para a próxima questão.

A HarperCollins, editora americana de Paulo Coelho, tem quase 200 anos de história e números impressionantes. São 65 selos ao redor do mundo e 10 novos livros publicados todos os anos em 30 línguas.

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