Flip recebe mais público no fim de semana

Nos primeiros dias da feira literária, Paraty teve 20% de redução na ocupação, causada pelo fim das férias escolares

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2014 | 18h35

 Paraty também foi vítima do efeito Copa do Mundo. Habitualmente lotada durante a Flip, a cidade fluminense recebeu, em números preliminares, 20% a menos de pessoas que nos anos passados, segundo avaliação de comerciantes e proprietários de pousadas. Isso se refletiu em ruas mais desafogadas de movimentação e uma certa vacância na hospedagem, que ainda assim registrou ocupação em torno de 90%, cifra considerada boa para um ano atípico. A situação melhorou no fim de semana, com a chegada de mais turistas.

A própria organização da festa literária sofreu com a atenção concentrada no Mundial de futebol - orçado em R$ 9,3 milhões (valor superior ao do ano passado, que foi de R$ 8,6 milhões), o evento captou 72% do total a que tinha direito pela Lei Rouanet, ou seja, exatos R$ 4.337.700,00. Outro R$ 1,2 milhão foi conseguido via um segundo mecanismo de incentivo (ICMS/RJ). O restante, esperava-se, seria compensado por recursos próprios e aportes não incentivados. A captação deve continuar até o final do ano.

A variação financeira foi visível em outros aspectos. A Tenda dos Autores, por exemplo, onde acontecem os debates principais, deixou de ser um imponente espaço, que era uma das marcas registradas da Flip, para se transformar em uma espécie de pavilhão, mais simples, apesar de manter os mesmos 850 assentos de 2013.

Como acontece em todo ano de Copa do Mundo, a Flip é obrigada a retardar sua data de programação - tradicionalmente prevista para a primeira semana de julho, é adiada para a última, coincidindo com o final das férias escolares, o que, segundo os comerciantes, se traduz em quantidade menor de público.

De acordo com a Paraty Convention & Visitors Bureau, organização que representa o setor turístico da cidade, as cercas de 500 pousadas vão registrar uma ocupação entre 80% e 90%, o que, considerada a situação, é uma boa cifra. "Vivemos no contexto brasileiro e num ano atípico de Copa, mas não tivemos queda no padrão da Flip", garante o curador Paulo Werneck.

Tudo o que sabemos sobre:
Flip

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.