Marcos de Paula/ Estadão
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Filha de Ferreira Gullar diz que pai soube preparar a família para a sua morte

'Até o fim ele disse que viveu vida muito boa, que realizou todos os sonhos', declarou Luciana

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2016 | 21h36

RIO - A filha de Ferrreira Gullar, Luciana Ferreira, afirmou que o pai nunca traiu "sua identidade"."Antes de tudo, eu vejo o valor de uma pessoa que viveu sua identidade até o fim, que muda de opiniões para não trair sua identidade".

Ela leu a poesia Homem Comum e disse que o pai soube preparar a família para a sua morte. "Até o fim ele disse que viveu vida muito boa, que realizou todos os sonhos.  E como pessoa lúcida que ele era e foi, ele se desprendeu com muita clareza. Ele sabia que era o momento", contou.

Os ministros da Cultura,  Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, chegaram há pouco à Biblioteca Nacional, onde será velado o poeta Ferreira Gullar.

Freire lembrou da atuação de Gullar nos diversos campos da cultura, "sempre com dignidade e com brilho". "Era amigo dele.

Primeiro pela militância política e depois nos tornamos amigos pessoais. Por conta de todos esses dissabores (políticos) que tivemos, isso nos aproximou. Ele tinha confiança na vida. Até dizendo que a vida não bastava. Por isso precisa-se da arte", afirmou.

Jungmann disse que conheceu a poesia de Gullar aos 16 anos. "Foi um alumbramento, minha grande descoberta da palavra. e

Era impressionante a capacidade dele de ser múltiplo. Uma figura inesquecível, de humanidade fantástica", afirmou.

* Morre Ferreira Gullar, aos 86 anos

A filha de Ferrreira Gullar, Luciana, leu a poesia Homem Comum e disse que o pai soube preparar a família para a sua morte. "Até o fim ele disse que viveu vida muito boa, que realizou todos os sonhos.  E como pessoa lúcida que ele era e foi, ele se desprendeu com muita clareza. Ele sabia que era o momento", contou. "Antes de tudo eu vejo o valor de uma pessoa que viveu sua identidade até o fim, que muda de opiniões para não trair sua identidade".

Cerca de 50 pessoas aguardam a chegada do corpo à Biblioteca Nacional. Houve um atraso na liberação do corpo pela funerária .

 

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