AFP PHOTO / Yohan BONNET
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Festival de quadrinhos de Angouleme homenageia o criador do Asterix

René Goscinny dá nome a prêmio de roteiristas e recebe obelisco na cidade; cinco publicações brasileiras estão na disputa

O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2017 | 14h58

PARIS - O Festival Internacional de Quadrinhos de Angouleme, na França, que começa nesta quinta-feira, 26, e vai até o domingo, 29, comemora com um prêmio especial a obra do roteirista de Asterix, René Goscinny.

Apesar de títulos tão famosos quanto Astérix, Lucky Luke e Iznogud, Goscinny, morto em 1977, nunca havia sido premiado, nem sequer de maneira póstuma, pelo Festival de Angouleme, um dos mais importantes no gênero das HQs no mundo todo. O evento agora rememora os 40 anos de seu falecimento com a criação de um prêmio especial, o Prêmio Goscinny, que se soma aos outros nove concecidos ao largo dos quatro dias.

Essa distinção, destinada a sublinhar o trabalho de roteiristas de quadrinhos no mundo todo, será entregue ainda nesta quarta-feira, 25, a título de preâmbulo do festival.

O vencedor é Emmanuel Guibert, autor de obras como La Guerre d'Alan e Ariol, segundo anúncio do júri do prêmio, presidido por Anne Goscinny, filha do célebre autor.

A cidade de Angouleme, no sul da França, coincidiu o lançamento do festival com a inauguração de um obelisco na estação de trem, que recolhe citações da obras de Goscinny, como a célebre frase "estão loucos esses romanos", da saga Astérix.

O obelisco tem seis metros de altura e sete toneladas, o maior do mundo dedicado a um HQ.

Segundo a rádio francesa RFI, cinco publicações brasileiras - Café Especial, Espresso Futebol, Maidan, Maria Magazine e O Tiraço – concorrem ao prêmio de HQ alternativa, que inclui obras coletivas e fanzines. O vencedor será anunciado dia 28 de janeiro.

René Goscinny não é o único homenageado deste ano: uma exposição com a obra do norte-americano Will Eisner vai celebrar o centenário do artista. Outras datas lembradas são os 50 anos da série Valerian y Lureline, de Christine e Mézières, e os 60 do personagem Gaston Lagaff, criado pelo belga André Franquin em 1957.

O júri do Festival, presidido pela desenhista britânica Posy Simmonds, será encarregado de repartir os prêmios, entre os que se destacam a Fauve D'Or de melhor quadrinho, e o Prêmio Revelação, dedicado a jovens artistas.

O festival reunirá nesta 44ª edição mais de 2 mil artistas, 13 exposições e 42 obras na competição, em um gênero que representa 7% da produção editorial francesa na atualidade.

Em 2016, o brasileiro Marcello Quintanilha ganhou o prêmio de melhor HQ policial com Tungstênio. / Com EFE

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