Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Fernanda Montenegro será a nova imortal da Academia Brasileira de Letras

Ninguém se candidatou para concorrer com a atriz à cadeira 17

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2021 | 21h04

A atriz Fernanda Montenegro será a próxima imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). O resultado oficial será divulgado apenas no dia 4 de novembro, no entanto ninguém quis concorrer com ela, em sinal de respeito. O prazo para novas inscrições já foi encerrado.

Montenegro, que completa 92 anos este mês, ocupará a cadeira número 17, que era de Affonso Arinos de Mello Franco, morto em março de 2020.

A atriz oficializou sua candidatura no dia 6 de agosto, um dia depois de Gilberto Gil também declarar interesse em fazer parte da ABL, mas em outra vaga.

As cadeiras que eram ocupadas por Alfredo Bosi (12), Murilo Melo Filho (20) e Marco Maciel (39) também estão vagas na ABL.

O fenômeno Fernanda Montenegro

Uma das mais aclamadas atrizes brasileiras, Fernanda Montenegro já chegou a ser celebrada até mesmo por Carlos Drummond de Andrade: "Ela não se preocupa somente em elevar ao mais alto nível sua arte de representar, mas insiste igualmente em meditar sobre o sentido, a função, a dignidade, a expressão social da condição de ator em qualquer tempo e lugar”.

Em 2019, para comemorar 90 anos de idade, a atriz publicou suas memórias no livro Prólogo, Ato, Epílogo. Na obra, ela fala não apenas de sua trajetória pessoal, que começou nos palcos na década de 1950, mas também sobre suas visões a respeito do Brasil.

A primeira peça de Montenegro foi Alegres Canções na Montanha, em 1950. Mas sua carreira se espalharia por dezenas de novelas e filmes, para além do teatro.

A Falecida (1965), de Leon Hirzsman, foi sua primeira grande aparição no cinema. O mesmo diretor a escalaria também em Eles Não Usam Black-Tie (1981). Mas foi em Central do Brasil (1998), de Walter Salles, que Fernanda se consagrou e quase ganhou o Oscar de melhor atriz.

Outras aparições memoráveis foram os filmes O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes, e A Vida Invisível (2019), de Karim Aïnouz.

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