Favoritos eternos lideram disputa por Nobel de literatura

Casa de apostas britânica indica o italiano Claudio Magris, israelense Amos Oz e americana Joyce Carol Oates

ADAM COX E JOHAN SENNERO, REUTERS

01 de outubro de 2008 | 13h46

Escritores que são favoritos perenes, desde o romancista americano Philip Roth até o japonês Haruki Murakami, lideram a lista de possíveis ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.        Veja também: Confira lista dos vencedores recentes do Nobel    A casa de apostas britânica Ladbrokes dá a preferência, pagando 3 por 1, ao acadêmico e jornalista italiano Claudio Magris, seguido pelo israelense Amos Oz e a norte-americana Joyce Carol Oates. O último colocado nas apostas da Ladbrokes, com 150 por 1, é o cantor e letrista Bob Dylan. Mas o segredo que cerca as deliberações do comitê do Nobel sobre o mais ilustre prêmio literário anual no mundo é tão grande que até mesmo a data do prêmio é mantida em sigilo até pouco antes de ser divulgada a notícia do vencedor. As datas dos outros prêmios Nobel - de ciências, economia e paz - são marcadas com bastante antecedência. O primeiro, de fisiologia ou medicina, será anunciado em 6 de outubro. Os apostadores não são os únicos a brincar de oráculo com relação aos prêmios Nobel, criados por Alfred Nobel, o inventor da dinamite, em seu testamento e que foram entregues pela primeira vez em 1901. Editores e escritores frequentemente participam desse processo. O romancista norte-americano Michael Chabon fez uma lista dos escritores que ele gostaria de ver ganharem o prêmio. A lista é encabeçada por Ursula K. Leguin e inclui Michael Ondaatje, Cormac McCarthy, J.G. Ballard e Philip Roth. "Todos os anos torcemos por Philip Roth", disse ele à Reuters por e-mail. Mais que louvores  Chabon, que recebeu um Prêmio Pulitzer em 2001 por seu romance Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, disse que os grandes prêmios literários valem por mais que os louvores. "Um prêmio importante lança uma luz muito forte, frequentemente sobre cantos que estão na sombra sem merecê-la", disse ele. Ele próprio teve uma experiência diferente quando levou seu grande prêmio para casa. "No dia em que descobri que ganhara o Pulitzer, fui buscar meu filho de 3 anos na creche. 'Hoje papai ganhou um prêmio', eu disse a ele. Seu rosto se iluminou. 'Abre, abre!', disse ele." O editor sueco Svante Weyler passou décadas tentando decifrar o pensamento do comitê do Nobel e disse que algumas das escolhas recentes surpreenderam completamente. A vencedora do ano passado, a britânica Doris Lessing, foi uma dessas escolhas inesperadas. Weyler disse que pode ser hora de um poeta ser o escolhido, já que nos últimos anos o prêmio foi dado a escritores de prosa. Isso significaria que o poeta australiano Les Murray e o árabe Ali Ahmad Said Asbar, conhecido como Adonis, seriam possibilidades. Ambos estão entre os primeiros colocados na lista da Ladbroke's. Weyler disse que seu favorito é Chinua Achebe, autor de Things Fall Apart. "Mas desconfio que a academia pense que já deu o prêmio a um africano de sua geração, Wole Soyinka", disse o editor, que em 1996 previu corretamente a vitória da poetisa polonesa Wislawa Szymborska. Soyinka recebeu o prêmio em 1986. Weyler acha que Philip Roth tem poucas chances de ganhar. "Ele é o grande escritor mais velho da prosa americana, mas acho que a academia não o considera suficientemente 'pesado'", disse ele à Reuters.

Tudo o que sabemos sobre:
LIVRONOBELLITERATURAAPOSTAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.