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Especialista em segurança pública é o novo presidente da Biblioteca Nacional

Luiz Ramiro assume cargo que era de Rafael Nogueira, que o nomeou para ser coordenador do Centro de Pesquisa e Editoração

Redação, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2022 | 11h51

Luiz Carlos Ramiro Júnior é o novo presidente da Biblioteca Nacional. Formado em ciências sociais e direito, Luiz Ramiro, que desde 2020 era coordenador geral do Centro de Pesquisa e Editoração da instituição, assume agora o cargo que estava vago desde a ida de Rafael Nogueira para a Secretaria Nacional de Economia Criativa e Diversidade Cultural, em fevereiro. Nogueira é cotado para ser o secretário Especial de Cultura caso o ator e atual secretário Mario Frias decida se candidatar a deputado.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 15.

Da ala conservadora da Biblioteca Nacional, levado ao cargo pelo olavista Rafael Nogueira, que por sua vez foi esolhido por Roberto Alvim, Luiz Ramiro fez seu doutorado em ciência política, com bolsa do CNPQ, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde defendeu, em 2019, a tese Da crise à restauração. O pensamento político de João Camilo de Oliveira Torres. João Camilo de Oliveira Torres é autor de, entre outras obras, O Elogio do Conservadorismo.

Luiz Ramiro é especialista em Segurança Pública, tem um canal no YouTube onde publicava, até um ano atrás, vídeos sobre segurança nacional, política e cidadania, entre outros assuntos. Também no YouTube, é possível assistir a videoaulas de quando ele era professor de cursos preparatórios para o Enem. É também um dos organizadores do livro Rio 2º Distrito Federal: Diagnóstico da Crise Estadual e Defesa da Dederalização.

A Biblioteca Nacional

Localizada no Rio de Janeiro e inaugurada com a chegada da família real, há mais de 200 anos, a Biblioteca Nacional guarda a história do Brasil. Ela foi formada a partir de alguns milhares de livros da Biblioteca Real, de Lisboa, e conta hoje com nove milhões de obras - muitas delas raras. Sua responsabilidade é executar a política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do País. Mais antiga instituição cultural do Brasil, ela é um dos principais centros de pesquisa do País - também por causa de sua hemeroteca física e digital. Hoje, atua ainda na promoção na literatura brasileira no exterior, por meio de bolsas de tradução, promove programação cultural, publica livros e concede um prêmio anualmente.

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