Escritor Ignácio de Loyola Brandão vence o Prêmio Jabuti

Laurentino Gomes venceu a categoria não-ficção; cada um recebeu R$ 30 mil em cerimônia realizada em SP

Redação com informações de Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo,

31 de outubro de 2008 | 23h16

O escritor Ignácio de Loyola Brandão, colunista do Estado, ganhou nesta sexta-feira, dia 31 de outubro, a categoria de melhor ficção do ano do Prêmio Jabuti, com o livro infantil O Menino que Vendia Palavras (Objetiva). Já o jornalista Laurentino Gomes venceu a categoria não-ficção com 1.808 (Planeta). Cada um recebeu R$ 30 mil em cerimônia na Sala São Paulo. "Fiquei feliz com a premiação de um livro de história, que está entre os mais vendidos, derrubando o mito de que o brasileiro só lê auto-ajuda", disse Gomes. "Foi uma surpresa, pois eu esperava que Cristovão Tezza vencesse", disse Loyola. Tezza é um dos destaques do ano, por ter conquistado com seu livro O Filho Eterno (Record) o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em dezembro de 2007, o Prêmio Bravo!, anunciado na segunda-feira, 27, e o Portugal Telecom, divulgado na quarta, 29. Na edição deste ano, a comissão julgadora analisou 2.141 obras. A premiação total do Jabuti 2008 é de R$ 120 mil, sendo que o primeiro lugar de cada uma das 20 categorias recebe R$ 3 mil. Os autores dos melhores livros do ano de Ficção e Não-Ficção recebem R$ 30 mil cada um.  O Jabuti é hoje mais interessante pelo valor histórico (essa é a 50.ª edição) que pelo dinheiro ofertado - R$ 3 mil, quantia ínfima se comparada aos R$ 200 mil prometidos pelo Prêmio São Paulo de Literatura, instituído neste ano pela Secretaria Estadual de Cultura. Até agora, o mais bem pago era o Portugal Telecom, que dá R$ 100 mil ao primeiro colocado, R$ 35 mil ao segundo e R$ 15 mil ao terceiro.

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