Tess Steinkolk
Tess Steinkolk

Escritor francês Marc Levy lança 'PS de Paris' em São Paulo

Considerado o escritor francês mais lido da atualidade, Marc Levy conversa com o público na Saraiva do Shopping Eldorado nesta quinta-feira, 5

Redação, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2019 | 08h00

O escritor francês Marc Levy, autor de quase 20 livros que o transformaram num dos principais best-sellers da França, com repercussão internacional e cerca de 40 milhões de exemplares vendidos no mundo todo, participa de um bate-papo em São Paulo nesta quinta-feira, 5, na Livraria Saraiva do Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3.970). Ele conversa com a blogueira Aione Simões, do Minha vida literária, às 19h, e depois faz uma sessão de autógrafos de seu mais recente livro lançado no Brasil: PS de Paris (Planeta).

PS de Paris conta a história de Mia, uma atriz britânica que interpreta uma mulher apaixonada pelo homem que é seu marido na vida real. Fora das telas, ela precisa desesperadamente de um tempo, e então decide buscar refúgio em Paris, onde conhece Paul, um escritor americano que tenta resgatar o sucesso de seu primeiro romance.

Marc Levy estreou na literatura por acaso. Ele escreveu um texto, que deveria ser lido por seu filho quando ele tivesse a mesma idade que Levy tinha quando imaginou a história. A irmã do autor gostou e resolveu mandar o manuscrito para uma editora. O livro em questão, E Se Fosse Verdade, inspirou o filme homônimo estrelado por Reese Witherspoon e Mark Ruffalo e que estreou em 2005.

Depois de passar por São Paulo, Marc Levy participa da Bienal do Livro do Rio de Janeiro neste sábado, 7. Ele estará na mesa Livros além dos livros, ao lado de Edney Silvestre e Artur Xexéo e medição de Simone Magno.

Leia um trecho de 'PS de Paris'

“A chuva caía sobre coberturas e fachadas, carros e ônibus, calçadas e pe­destres. Parecia que chovia em Londres desde o início da primavera. Mia tinha acabado de sair de uma reunião com seu agente. Ela aguardava com nervosismo a reação dele a uma pré-estreia de seu último filme – na in­dústria dos sucessos de bilheteria, a opinião sincera, às vezes mordaz, de Creston nunca falhava.

— É um lixo — ele admitiu —, mas vai ser um sucesso, nem que seja só porque você e seu marido são as estrelas.

Quando ela se apaixonou por David, ele era o astro e ela era a novata. Agora, não conseguia tirar da cabeça o que Creston havia dito: desta vez, a aluna tinha superado o mestre.

Na vida real, é ele quem rouba a cena, pensou com um sorriso melancólico.

Ela pegou um táxi para a Oxford Street para arejar a mente. Sempre que se sentia para baixo, o que tinha acontecido mais de uma vez nas úl­timas semanas, ela saía para caminhar pela movimentada rua comercial. Com os longos cabelos loiros escondidos sob um chapéu, normalmente conseguia passar despercebida pelas multidões.

Passeando pelos corredores de uma loja de departamentos, ela ten­tou ligar para David, mas caiu direto na caixa postal.

O que seu marido poderia estar fazendo àquela hora da tarde? Onde es­tivera nos últimos dois dias? Dois dias e duas noites sem ouvir um pio dele, à exceção de uma única mensagem no correio de voz. Uma rápida men­sagem explicando que ele estava indo para o campo recarregar as baterias, e que ela não precisava se preocupar. Mas era exatamente o que ela estava fazendo. Fazer o filme juntos não havia reacendido a chama entre eles.”

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.