MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Escritor e jornalista Zuenir Ventura toma posse na ABL

Cerimônia ocorreu na noite nesta sexta-feira, 6, no centro do Rio

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

06 Março 2015 | 22h26

Atualizada às 22h50

RIO - O jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura, de 83 anos, tomou posse na noite desta sexta-feira, 6, de sua vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro. Ele foi eleito em 30 de outubro de 2014 para ocupar a cadeira 32 da instituição, antes ocupada pelo dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, que morreu em 23 de julho do ano passado.

Em seu discurso de posse, Zuenir homenageou Ariano, "um sertanejo universal", e o poeta Manuel Bandeira, que foi seu professor no curso de Letras Neolatinas da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele recebeu a espada, o colar e o diploma, e foi declarado empossado pelo presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti. Em seguida, houve a recepção ao novo integrante, feita pela acadêmica Cleonice Berardinelli.

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Zuenir foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). No jornalismo, trabalhou nos jornais Correio da Manhã e Jornal do Brasil e nas revistas Fatos&Fotos, O Cruzeiro, Visão, Veja e Isto É, entre outros veículos. Atualmente ele é colunista do jornal O Globo.

Em 1988 Zuenir lançou o livro 1968 – o Ano que Não Terminou, que já vendeu mais de 400 mil exemplares e inspirou a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo. Outros livros seus de grande sucesso foram Cidade Partida, livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, Inveja – o Mal Secreto, e Chico Mendes – Crime e Castigo.

Ganhador dos prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog pela série de reportagens O Acre de Chico Mendes, publicada em 1989, Zuenir Ventura também recebeu um troféu especial da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2008, por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país, nos últimos 30 anos”.

No próximo dia 27 vai tomar posse na ABL mais um acadêmico, o historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, eleito também em outubro do ano passado para a cadeira 34, vaga com a morte do romancista baiano João Ubaldo Ribeiro. (Com Agência Brasil)

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