Em meio à pandemia, editoras fazem força-tarefa nas redes sociais

Em meio à pandemia, editoras fazem força-tarefa nas redes sociais

Com campanhas de incentivo à leitura e distribuição de e-books, elas tentam contornar a crise

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2020 | 06h00

As editoras estão empenhadas em manter um contato próximo, mesmo que a distância, com seus leitores nesse período de isolamento para evitar o coronavírus bem como organizando uma série de eventos online – de encontros com escritores a clubes de leitura. Sem contar as ações de marketing que incluem, principalmente, a liberação de e-books – ou bons descontos. 

A Companhia das Letras, por exemplo, começa na segunda, 23, uma campanha com a Amazon que vai disponibilizar livros digitais gratuitos. Lembrando que não é necessário ter um e-reader para ler e-books. A editora também organizou ontem o primeiro de uma série de eventos no perfil Companhia Virtual do Instagram – a estreia foi com Sidarta Ribeiro e haverá, ainda, entre outras atrações, uma conversa com Lilia M. Schwarcz sobre 1984, de George Orwell.

A Sextante, que também vai liberar e-books e audiolivros de Augusto Cury e Gustavo Cerbasi, entre outros, lançou a campanha #JuntosEmCasa, com vídeos diários de seus autores sobre temas como alimentação (Sophie Deram), poesia (Allan Dias Castro), meditação e mindfulness (Daiana Garbin), saúde mental (Daniel de Barros), trabalho (Breno Paquelet), fé e espiritualidade (Pedro Siqueira) – todos com foco na quarentena.

Com a campanha #KeepReadingEmCasa, a Planeta investe em comunicações que estimulem uma rede de apoio nesse momento, incentivando as pessoas a compartilhar dicas de leitura por exemplo. Uma seleção de e-books está sendo oferecida por R$ 9,99. A HarperCollins criou a #FiqueEmCasaLeiaMais e está promovendo encontros com autores, bate-papos e contação de história. Na próxima semana, vai dar um e-book por dia.

A Dublinense criou um whatsapp (51 8245-6682) só para dicas de leitura. Algo como ela já fazia no Instagram, com a Biblioterapia, que tem despertado cada vez mais interesse: o livreiro da editora indica livros a partir das respostas das pessoas a perguntas inusitadas.

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