Sameh Elkhatib/Reuters
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Egito inaugura museu em homenagem a Nobel de Literatura Naguib Mahfouz

Único escritor em língua árabe a receber o Nobel de Literatura, em 1988, museu abriga pertences e a biblioteca pessoal de Mahfouz, cuja obra-prima é a chamada Trilogia do Cairo

Sameh Elkhatib, Reuters

15 de julho de 2019 | 22h54

CAIRO - Um museu em homenagem à vida e à obra do romancista egípcio Naguib Mahfouz (1911-2006) foi inaugurado no Cairo, quase 13 anos após a morte do escritor ganhador do prêmio Nobel de Literatura.

O Museu e Centro Criativo Naguib Mahfouz abriga os pertences e a biblioteca pessoal de Mahfouz, que recebeu o Nobel de Literatura em 1988.

Considerado pelos críticos o maior cronista do Egito contemporâneo, é o único escritor em língua árabe a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em reconhecimento a sua longa trajetória como poeta, romancista e articulista.

Entre seus mais de 50 livros, foram publicados no Brasil, obras como O Beco do Pilão e Noites das Mil e uma Noites. Sua obra-prima é a chamada trilogia do Cairo publicada entre 1956 e 57 e lançada no País pela editora Record: Entre Dois Palácios, Palácio do Desejo e O Jardim do Passado

O centro, estabelecido em um edifício reformado de 1774, foi planejado durante anos, mas adiado devido a problemas financeiros e de outros tipos.

“Espero que esse museu se torne um centro de radiação cultural e uma atração turística”, disse o ministro da Cultura egípcio, Inas Abdel Dayem, na cerimônia de inauguração no domingo.

O prédio de dois andares localizado no bairro de Gamaliya fica perto de onde o autor nasceu, e a área inspirou muitas de suas histórias e personagens.        

Além de expor muitos itens pessoais e textos manuscritos, o museu possui um saguão que contém todas as suas obras, em edições modernas e antigas, além de salões de conferência, uma biblioteca audiovisual e uma biblioteca que abriga pesquisas e estudos sobre as obras de Mahfouz.

Mas sua medalha do Nobel não estará em exibição e continua com sua família.

A filha de Mahfouz, Umm Kulthum, que compareceu à inauguração, disse estar feliz pela realização do sonho de construir o museu “após anos de espera”.

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