De Millôr a Fitzgerald, leituras encerraram a 12ª Flip

Convidados leram trechos de romances, contos, ensaios e poemas marcantes no encerramento da Festa em Paraty

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2014 | 20h11

PARATY - Millôr Fernandes, Padre Antonio Vieira, Elizabeth Bishop, Kurt Vonnegut, André Malraux, Vladimir Nabokov, John Steinbeck e Scott Fitzgerald foram evocados no final da tarde deste domingo, 3, na Mesa de Cabeceira, a última da 12.ª Festa Literária Internacional de Paraty. Alguns dos convidados desta edição voltaram ao palco para ler trechos de obras que consideram importantes ou que levariam para uma ilha deserta.

O jornalista americano Andrew Solomon, que só soube aqui que Elizabeth Bishop morou na região, escolheu seu poema No Pesqueiro. Já o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro leu uma página do Sermão do Espírito Santo, do padre Vieira, que fala sobre a inconstância e incredulidade dos índios.

O israelense Etgar Keret disse que preferiria levar bebida, comida e, talvez, um isqueiro para uma ilha deserta. A atriz Fernanda Torres, que mais cedo disse que Millôr Fernandes era o amigo mais inteligente de seus pais, aproveitou para fazer a sua homenagem ao autor homenageado da Flip. 

A jornalista argentina Graciela Mochkofsky leu trecho de A Condição Humana, de André Malraux. O suíço Joël Dicker leu Ratos e Homens, de John Steinbeck. Juan Villoro escolheu “um livro onde o mundo se converte em uma ilha deserta”: Lolita, de Vladimir Nabokov. E Marcelo Rubens Paiva, o Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald.

Notícias relacionadas
Tudo o que sabemos sobre:
Flip

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.