Jonas Ekströmer
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Crise na Academia Sueca se aprofunda com saída de Stridsberg

Em meio a escândalo sexual e suspeita de corrupção, instituição que escolhe os vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, a escritora Sara Stridsberg disse que quer deixar suas funções

Helena Soderpalm, Reuters

28 Abril 2018 | 17h18

ESTOCOLMO - A Academia Sueca afirmou neste sábado, 28, que outro membro deixará suas funções, compondo uma das piores crises a atingir uma instituição que escolhe os vencedores do Prêmio Nobel de Literatura.

A prestigiosa Academia se envolveu em alegações de má conduta sexual pelo marido de um de seus membros e está se recuperando da admissão de que nomes de alguns vencedores do prêmio —sujeitos de intensa especulação e sobre os quais muitas pessoas fazem apostas— vazaram.

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“A Academia Sueca quer informar que Sara Stridsberg disse à Academia em 27 de abril que deseja deixar suas funções como membro”, disse o Comitê em comunicado, sem dar mais detalhes.

Também em abril, a chefe da Academia Sara Danius renunciou e quatro outros membros anunciaram suas saídas do conselho na esteira da controvérsia.

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Regras antigas que tornam vitalícias as nomeações para a Academia resultaram que até agora 18 membros não foram tecnicamente capazes de renunciar. O rei sueco, Carl Gustaf, disse na semana passada, no entanto, que mudará as normas, tornando possível trazer novos membros.

A crise envolvendo o Prêmio Nobel de Literatura gerou especulações na mídia de que o prêmio poderia ser cancelado este ano.

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