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'Consumidos' marca estreia literária de David Cronenberg

'Sempre pretendi escrever, mas me tornei cineasta', diz

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 19h12

O texto de Consumidos não deixa dúvida sobre a autoria - estreia literária de David Cronenberg, o romance traz um assunto que o fã do cinema está acostumado a assistir na tela grande. Casal de jornalistas, em busca incessante por reportagens sensacionalistas, Naomi e Nathan se envolvem em uma conspiração marcada por sexo e morte.

“Sempre pretendi escrever, mas me tornei cineasta e deixei a escrita em um plano secundário”, disse o diretor ao Estado. “Até que, em 2007, um editor me perguntou se eu pensava em algum dia publicar um livro, pois meus filmes são muito literários. Respondi: ‘Penso nisso há mais de 50 anos’.”

Apesar do desejo, ele precisou conciliar a escrita com o cinema, o que levou a um trabalho de sete anos. Em Consumidos, os dois jornalistas são fissurados por novidades tecnológicas, o que os mantêm em contato constante.

No início da história, Naomi está em Paris apurando a história de uma filósofa assassinada (supostamente canabalizada pelo marido), enquanto Nathan está em Budapeste, onde acompanha uma cirurgia ilegal para o tratamento do câncer de uma paciente.

“Pensei na ideia ao perceber que era entrevistado por jovens jornalistas que, apesar de interessados em tecnologia, revelam uma ingenuidade cultural, o que é típico da atualidade”, disse o cineasta, desinteressado em levar a trama ao cinema. “Trato aqui do controle da realidade, mas a história foi pensada para ser lida.”

CONSUMIDOS

Autor: David Cronenberg

Tradutor: Cassio de Arantes Leite

Editora: Alfaguara (304 págs.,R$ 39,90)

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