Reprodução Estadão
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Confira 5 livros para ler no fim de semana

Dicas de leitura para o isolamento incluem lançamentos de Orwell, Joel Birman, Micheliny Verunschk, Rodrigo Naves e Florbela Espanca

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2021 | 20h00

Fim de semana em casa, sem parque, sem praia, sem visita à família. Quer passar menos tempo na frente da tela? Selecionamos 5 livros para quem quer um pouco de distância do mundo digital - ou quer aproveitar o isolamento para incluir um pouco de leitura e literatura no seu dia.

Romance, poemas e contos, não ficção, uma reflexão sobre os dias atuais. Confira as dicas de leitura do Estadão para este fim de semana, todos livros recém-lançados no País - e com no máximo 170 páginas. 

5 livros para ler no fim de semana

  • O Trauma na Pandemia do Coronavírus

Ok, as notícias são devastadoras e não aguentamos mais esta tragédia do coronavírus. Mas é preciso encará-la, pensar nela, elaborá-la, procurar soluções, fazer a nossa parte. No livro O Trauma na Pandemia do Coronavírus: Suas Dimensões Políticas, Sociais, Econômicas, Ecológicas, Culturais, Éticas e Científicas (Civilização Brasileira, 168 págs.; R$ 34,90; R$ 24,90 o e-book), o psicanalista Joel Birman faz uma leitura interdisciplinar da pandemia para então empreender uma leitura psíquica de seus efeitos nos sujeitos e nas singularidades.

  • Por que Escrevo

George Orwell é o autor do ano - e do ano passado e dos anteriores desde a eleição de Donald Trump, quando ele voltou às listas de mais vendidos. Sua obra está em domínio público desde o início de janeiro e é possível encontrar novas traduções de livros como 1984 e A Revolução dos Bichos (ou A Fazenda dos Animais) nas livrarias, publicadas por editoras diversas. A dica de hoje, porém, é Por que Escrevo (Penguin & Companhia das Letras, 128 págs.; R$ 19,90; R$ 13,90 o e-book). Com tradução de Claudio Marcondes, esta antologia traz quatro dos ensaios mais importantes de Orwell: Por que escrevo (1946), Política e a língua inglesa (1946), Livros vs. Cigarros (1946) e O leão e o unicórnio (1940).

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Neste sábado, 20, às 15h, com transmissão pelo YouTube, a Festa Literária da Mantiqueira promove a mesa 1984: Vivendo a distopia na distopia, com o escritor Antônio Xerxenesky e Fido Nesti, que adaptou a principal obra de Orwell para graphic novel.  

  • Van Gogh: A Salvação Pela Pintura

Outra sugestão de programa casado: leia o livro e passeie pelas obras do pintor holandês em visitas virtuais a museus. Van Gogh: A Salvação pela Pintura (Todavia, 104 págs.; R$ 62; R$ 37 o e-book), misto de estudo biográfico e ensaio crítico de Rodrigo Naves, repleto de reproduções de telas, mostra como a formação religiosa de Van Gogh interferiu em sua experiência artística. Leia aqui a entrevista com o autor. E aqui você conhece as obras do artista no Museu Van Gogh, de Amsterdã. Veja também as obras do pintor no acervo do Masp

  • O Som do Rugido da Onça

Vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, na categoria autor estreante com mais de 40 anos, pelo romance Nossa Teresa: Vida e Morte de Uma Santa Suicida (Patuá), a escritora Micheliny Verunschk lança esta semana O Som do Rugido da Onça (Companhia das Letras, 168 págs.; R$ 54,90; R$ 37,90 o e-book). O romance parte de uma história real - a vinda de Spix e Martius em 1817 e a volta para a Alemanha, três anos depois, munidos de um vasto material com suas impressões sobre o Brasil e dois pequenos indígenas, que morreram logo depois, longe de casa. No livro, a autora dá protagonismo às crianças e entrelaça a trama do século 19 ao Brasil contemporâneo.

  • Poemas e Contos

Poemas e Contos (Oficina Raquel, 120 págs.; R$ 30) inaugura a coleção Mulheres de Todos dos Tempos da editora. Selecionados e organizados por Raquel Menezes, os textos deste livro apresentam um panorama da obra da escritora portuguesa Florbela Espanca (1894-1930), ignorada em vida. São 7 contos e 42 poemas, como Amar (“Eu quero amar, amar perdidamente!/ Amar só por amar: Aqui… além… ? Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente.../Amar! Amar! E não amar ninguém”...)

 

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