Cautela de editores marca presença brasileira na Feira de Frankfurt

Eles compram menos títulos com a alta do dólar

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2015 | 17h48

Sem um grande livro ou uma disputa acirrada, a Feira de Frankfurt terminou ontem, 18, confirmando o papel adquirido nos últimos anos – hoje, ela é muito mais um ponto de encontro do que uma casa de leilões. Claro, negócios são iniciados e, às vezes, finalizados nela. Mas houve calma.

"Senti uma tranquilidade maior. Os agentes estão cientes da questão do dólar e, como estamos cautelosos, eles se mostraram abertos a propostas menos agressivas”, disse Adriano Fromer, da Aleph.

O dólar está alto e as editoras, na bonança, adquiriam tantos títulos que ainda há muito a ser publicado. Por isso a cautela. Quando se interessam por algum livro, tentam negociar o pagamento do adiantamento para perto da impressão. Ou então, oferecem menos. "É preciso flexibilizar ou a conta não fecha”, explicou Florência Ferrari, da Cosac Naify.

Marcelo Ferroni, editor da Alfaguara, contou que viu muita coisa interessante e também muitos editores brasileiros comprando – no caso dos grandes grupos. “Mas o mercado está tão estranho que achei melhor esperar”, explicou. Se ele identificou alguma tendência? “Vi muito livro sobre astronauta, baleia e objetos perdidos”, brincou. Mas pode ser só uma coincidência.

Editor da V&R (Diário de Um Banana), Fabrício Valério comentou que o antes promissor mercado para ‘young adults’ está se esgotando. A novidade, que começa a ser testada, são os livros ‘crossover’ para leitores entre os 8 e os 13 anos, nem juvenil ou jovem adulto. 

(Atualizada em 21/10, às 14h40)

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