DEREK KENDALL/HISTORIC ENGLAND
DEREK KENDALL/HISTORIC ENGLAND

Casa de Oscar Wilde recebe status especial para reconhecer importância da comunidade LGBT

A iniciativa surgiu durante os preparativos do 50.º aniversário da descriminalização parcial da homossexualidade na Inglaterra e no País de Gales, que será comemorada em 2017

Pietro Lombardi, REUTERS

24 de setembro de 2016 | 16h00

LONDRES - A casa de Londres do dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854–1900) e outros marcos ligados a personalidades gays receberam um status especial, disse a principal entidade de preservação histórica britânica, uma homenagem à contribuição muitas vezes menosprezada das comunidades homossexuais à formação do Reino Unido moderno.

Entre os outros locais, a serem listados, estão a ex-residência do compositor Benjamin Britten, a propriedade de Anne Lister, dona de terras na Inglaterra do século 19, e o túmulo da egiptóloga e escritora Amelia Edwards, também do século 19.

A iniciativa surgiu durante os preparativos do 50.º aniversário da descriminalização parcial da homossexualidade na Inglaterra e no País de Gales, que será comemorada em 2017.

“Com muita frequência, a influência de homens e mulheres que ajudaram a construir nossa nação foi ignorada, subestimada ou é simplesmente desconhecida porque eles pertenceram a grupos minoritários”, disse Duncan Wilson, executivo-chefe da entidade Historic England, em um comunicado.

Cinco dos locais anunciados já estavam na Lista Nacional de Preservação Histórica na Inglaterra, que concede proteção especial a mais de 400 mil sítios históricos. Ele foram recompilados agora para incluir a herança gay.

Oscar Wilde nasceu em Dublin e foi escritor, poeta e um dos mais populares dramaturgos do Reino Unido. Entre suas obras estão o romance O Retrato de Dorian Gray e a peça Salomé. 

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