Taba Benedicto/Estadão
A Bienal do Livro de São Paulo reencontrou seu público neste sábado, 2, no Expo Center Norte; e segue até domingo, 10 Taba Benedicto/Estadão

Bienal do Livro: Tudo o que você precisa saber sobre ingresso, desconto, programação, mapa e mais

Veja dicas de como se preparar para a Bienal do Livro de São Paulo 2022, que espera 600 mil visitantes até o dia 10

Redação, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2022 | 15h30
Atualizado 04 de julho de 2022 | 11h12

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que será realizada entre sábado, 2, e domingo, 10, está de casa nova. Em 2022, ela vai ocupar 65 mil m2 do Expo Center Norte. Trata-se da maior feira de livros da America Latina e um dos principais eventos do mercado editorial e, nesta sua 26ª edição, ela se reafirma como uma opção de passeio para famílias, ponto de encontro de jovens leitores e porta de entrada para o mundo da literatura para as crianças.

São esperados 600 mil visitantes nos 9 dias do evento, que vão poder conhecer os lançamentos das editoras e participar da programação cultural - são mais de 300 escritores brasileiros e estrangeiros na programação oficial, que vão conversar com o público em diferentes espaços da Bienal do Livro de SP 2022

O primeiro fim de semana foi de lotação máxima, com o público lotando estandes e corredores e circulando pela feira sem máscara.

Veja dicas de como se organizar para visitar a Bienal do Livro de São Paulo 2022

  • Ingressos 

Compre no site www.bienaldolivrosp.com.br para evitar fila. Custa R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), além de uma taxa de R$ 3 e R$ 1,50, respectivamente, para compra online. Não pagam: professores, profissionais do livro, crianças menores de 12 anos, adultos maiores de 60 e detentores da credencial plena do Sesc.

  • Como usar o cashback

Quem comprou o ingresso para a Bienal até o dia 30 pode aproveitar o cashback durante a visita. Basta, neste caso, fazer o download do aplicativo Zipgay e se cadastrar - é preciso fazer isso com o mesmo CFP usado na hora da compra do ticket. O valor será creditado no app, para usá-lo, e é só apresentar o vale online no estande escolhido - e que tenha aderido ao programa.

  • Quando ir 

A Bienal vai até domingo, 10. De 2.ª a 6.ª, ela funciona das 9h às 22h, e aos sábados e domingos, das 10h às 22h. Só pode entrar até as 21h. Se quiser evitar aglomeração, vá durante a semana

  • Como ir 

O Expo Center Norte fica na Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme. Se preferir ir de carro, o estacionamento custa R$ 55. Se for de metrô, há ônibus gratuito entre a estação Portuguesa-Tietê e a Bienal e vice-versa. As filas para pegar o ônibus são longas, mas fluem.

  • Máscara de proteção

O uso de máscara em locais fechados não é mais obrigatório em São Paulo, mas com tanta gente circulando pelos corredores do Expo Center Norte é mais prudente usá-la para evitar pegar covid-19 durante a visita. No primeiro fim de semana a Bienal levou uma multidão ao centro de convenção, não existiu distanciamento social e muita gente circulou sem máscara.

  • Para não se perder 

São 9 espaços oficiais. Na Arena Cultural, haverá bate-papo com best-sellers. No Salão de Ideias, com curadoria compartilhada com o Sesc SP, discussões sobre assuntos atuais. No Papo de Mercado, os bastidores do negócio do livro. No Navegando pelas Histórias, contação, oficinas e encontros voltados às crianças. E ainda: Cozinhando com Palavras, Auditório Edições Sesc, BiblioSesc, Espaço Cordel e Repente e espaço de autógrafos (com senha). Além disso, no estande de Portugal, país homenageado, há auditório, livraria e homenagem a José Saramago.

  • Mapa e expositores

São 187 expositores espalhados pelo pavilhão de 65 mil m2. Participam editoras de todos os portes e de todos os gêneros, além de empresas que tenham alguma relação com o mundo dos livros. Vá de sapato confortável e explore. Veja abaixo o mapa da Bienal (se quiser ampliar, clique aqui). 

  • Autógrafos

A Bienal está distribuindo senhas para autógrafos pelo site, com algumas sessões já esgotadas. As editoras também promovem suas próprias sessões - com distribuição prévia de senha no caso dos autores mais populares - no Espaço de Autógrafos ZAP, ou em seus estandes. 

  • Programação 

O site e o app não ajudam quem quer procurar um autor na programação para decidir o dia da visita. Neste caso, é melhor consultar as redes das editoras. Mas se você já sabe quando vai, aí sim consegue ver a programação completa do dia – por espaço. Veja aqui destaques do primeiro fim de semana selecionados pelo Estadão.

  • Autores convidados

Entre os autores brasileiros da programação oficial da Bienal estão  Conceição Evaristo, Aílton Krenak, Itamar Vieira Júnior, Ana Paula Araújo, Laurentino Gomes, Mario Sergio Cortella, Luiza Helena Trajano, Mauricio de Sousa, Thalita Rebouças, Kiusam de Oliveira. Na lista de autores estrangeiros, estão: Jenna Evans Welch (Amor & Gelato), Nathan Harris (A Doçura da Água), Ali Hazelwood (A Hipótese do Amor), Elena Armas (Uma Farsa de Amor na Espanha) e Xiran Jay Zhao (Viúva de Ferro).

Já a comitiva de Portugal, formada por escritores portugueses e africanos, traz ao País Afonso Cruz, António Jorge Gonçalves, Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Filipe Melo, Gonçalo M. Tavares, Joana Bértholo, José Luís Peixoto, Kalaf Epalanga, Lídia Jorge, Luís Cardoso, Maria do Rosário Pedreira, Maria Inês Almeida, Matilde Campilho, Paulina Chiziane, Pedro Eiras, Ricardo Araújo Pereira, Rui Tavares, Teolinda Gersão, Valério Romão e Valter Hugo Mãe. E ainda os chefs Vítor Sobral e André Magalhães.

  • Descontos

A maioria das editoras prevê descontos, e cada uma segue sua própria diretriz. Algumas optaram por oferecer descontos progressivos para compra de dois ou mais livros. Outras já baixaram em 20% o preço das obras. Tem que se programe para oferecer brindes para quem comprar acima de um determinado valor.

  • Estandes e fotos

As editoras estão investindo em estandes cenográficos. Quem passar pelo da Rocco vai poder se sentar na cadeira de remete à história de Entrevista Com o Vampiro, livro de Anne Rice que vai estrear como série em breve.

No da Record haverá uma réplica da estátua de Carlos Drummond de Andrade, aquela fica na praia de Copacabana, e também uma cadeira para celebrar o lançamento de Matilda, clássico de Roald Dahl que está sendo descoberto por uma nova geração de crianças.

Por falar em crianças, no estande da Companhia das Letrinhas elas vão poder entrar no 'banheiro' do Pum, o cachorrinho da coleção best-seller de Blandina Franco e José Carlos Lollo.

Já o estande da Skeelo, plataforma de audiolivro e de e-book, será tecnológico, interativo e de realidade aumentada. Lá o público vai poder vivenciar a experiência de ouvir um audiobook em situações de locomoção do cotidiano, como por exemplo, dentro do carro, no ônibus, no metrô, pedalando ou caminhando numa esteira.

No Pavilhão de Portugal, uma estátua de Fernando Pessoa e uma réplica do bondinho de Lisboa convidam o visitante para uma viagem ao país homenageado.

  • A Grande Livraria

Pela primeira vez, 22 livrarias, de diversos tamanhos e de diferentes lugares, se unem na montagem de um estande coletivo na Bienal. A ideia é mostrar sua importância para o País. Quem comprar livros ali vai ganhar um vaucher para ser usado em qualquer uma das lojas participantes - entre elas estão a Martins Fontes, a Vila, a Leitura, a Da Vinci, a Simples e a Dois Pontos.

  • Alimentação

Bob's, Patroni, Cacau Show, Kibon, Seara e Nescafé são algumas das empresas que estarão na praça de alimentação da Bienal do Livro. Haverá ainda salada de fruta, waffle, brigadeiro, churros, temaki, crepe, raspadinha, açaí e pipoca, entre outros itens. Um restaurante self service também estará aberto aos visitantes. Se você for à Bienal no próximo fim de semana, considere levar um lanche e água de casa e escolha um canto mais tranquilo para comer. Assim, vai economizar tempo e dinheiro e vai se proteger mais contra o coronavírus.

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Paulina Chiziane, Lázaro Ramos e Carla Madeira são os destaques desta 2.ª e 3.ª

Padre Júlio Lancellotti e Ana Claudia Quintana Arantes também participam da Bienal neste início de semana

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2022 | 10h43

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo deu início à sua 26ª edição neste sábado, 2, e levou uma multidão ao Expo Center Norte durante o fim de semana. Quem tem a oportunidade de visitar a maior feira de livros da América Latina nos próximos dias certamente encontrará corredores e estandes mais vazios e conseguirá aproveitar o que a Bienal tem de melhor: a programação cultural e o garimpo de livros e de descontos.

Selecionamos alguns destaques da programação neste início de semana, que terá, entre outros autores, nomes como Ana Claudia Quintana Arantes, que virou best-seller com o livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver; o padre Júlio Lancellotti; a moçambicana Paulina Chiziane, vencedora do Prêmio Camões; e a jornalista e publicitária mineira Carla Madeira, autora do livro de sucesso Tudo é Rio

Lázaro Ramos, o chef português Vitor Sobral e o escritor indígena Cristino Wapichana também estão na programação, que conta ainda com debates sobre o mercado editorial e os bastidores do livro.

Destaques da Bienal do Livro na segunda, 4, e terça, 5

Segunda-feira, 4/7

  • 13h

Leituras Críticas Importam, com Mariana Serrano, Padre Júlio Lancellotti e Alvaro de Azevedo Gonzaga. Na Arena Cultural

  • 13h30

O Impacto da Pandemia no Consumo de E-Books no Brasil, com Marcelo Gioia (Bookwire). No Papo de Mercado

  • 14h

Viagem a Portugal Pelos Seus Sabores, com Chef Vitor Sobral, Luís Araújo e Arnaldo Lorençato. No Cozinhando com Palavras

  • 15h

Encontro com Lázaro Ramos. Na Arena Cultural

  • 15h

O Mercado Editorial e a Cobertura Jornalística, com Maria Fernanda Rodrigues (Estadão), Ruan Gabriel (O Globo) e Talita Facchini (PublishNews). No Papo de Mercado

  • 19h

A Figura Feminina na Literatura, com Aline Bei e Carla Madeira

  • 20h

Livro Mocotó – O Pai, O Filho e o Restaurante, com o chef Rodrigo Oliveira. No Cozinhando com Palavras

  • 17h

Democracia Para Crianças, com Larissa Ribeiro e Pedro Markun. Espaço Infantil

Terça-feira, 5/7

  • 11h

Literatura de Cordel, com Januária Alves, Marco Haurélio, Arlene Holanda e Oscar Garcia. No Salão de Ideias

  • 13h30

Representatividade na Literatura Infantil, com Kiusam de Oliveira e Otávio Júnior

  • 14h

Há Oportunidades para o Setor Editorial no Metaverso?, com Gabriela Dias e Eduardo Acquarone. No Papo de Mercado

  • 16h30

Encontro com Paulina Chiziane. Na Arena Cultural

  • 17h

A Morte Faz Parte da Vida, com Ana Claudia Quintana Arantes, Ana Michelle Soares e Renato Noguera. No Salão de Ideias

  • 17h30

Homenagem aos Modernistas de 22: As Aventuras Gastronômicas e Oswald de Andrade, com Rudá K. Andrade. No Cozinhando com Palavras

  • 17h

Chuva, gente!, com Cristino Wapichana. No Espaço Infantil

 

Confira como foi o primeiro fim de semana da Bienal do Livro

 

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Bienal do Livro: Veja os principais destaques deste domingo, 3

Filas e aglomerações mostram que público abraçou o retorno do evento ao formato presencial

André Carlos Zorzi, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2022 | 18h57

Um fim de semana com tardes ensolaradas empolgou o público no retorno da Bienal Internacional do Livro de São Paulo em sua forma presencial. Mas as filas quilométricas nos estandes das principais editoras não pareciam desanimar o público, formado em boa parte por grupos de jovens e famílias - algumas crianças, pela idade, indo pela primeira vez ao evento.

A editora Rocco, por exemplo, afirmou em comunicado que o primeiro dia "superou muito as expectativas", com cerca de 3 mil livros vendidos no sábado, 2, e um faturamento 157% maior em comparação aos dois primeiros dias da Bienal de 2018 somados. Mesmo com destaque às obras de J. K. Rowling (Harry Potter e Animais Fantásticos, que compunham a decoração do estande), o livro mais vendido até então vinha sendo Um Ano Solitário, de Alice Oseman.

Já Richard Alves, diretor-geral do Grupo Editorial Global, destacou: "As vendas têm se equiparado aos outros anos, mas com um público maior. Temos livros de R$ 5 e R$ 10. Fiquei emocionado e surpreco em ver pessoas pagando seus livros com moedas e notas de R$ 2." Segundo a editora, Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, e Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, estão foram os seus mais vendidos deste primeiro fim de semana. 

Outras editoras contaram com aglomerações em determinados momentos do dia, como Companhia das Letras, Harper Collins, Grupo Editoral Record, Intrínseca e Globo Livros - que contou com seção de autógrafos de Laurentino Gomes e seu recém-lançado Escravidão - Volume 3.

Alguns estandes ofereciam grandes quantidades de livros a preços baixos, o que chamava a atenção dos visitantes, que nem sempre encontravam algo relevante em seu garimpo. Os livros religiosos também têm bastante espaço, em vertentes variadas do cristianismo, como gospel e jesuíta, e espiritismo. Um estande com a palavra "Islam", da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), chamava atenção para publicações islâmicas.

É fácil se perder entre tantas atrações simultâneas. O som de algumas, inclusive, acabava 'vazando' aos corredores e estandes próximos. Outras acabavam muito restritas, como a conversa "Educação Política", entre Gabriela Prioli e Juliana Souza. Pouco depois de seu início, no Salão de Ideias, dezenas de pessoas se aproximaram dos vidros transparentes, interessadas, mas sem conseguir ouvir o que era dito lá dentro - e o espaço já estava em lotação máxima. 

Vale lembrar que, apesar de muitos visitantes estarem de máscara, praticar o distanciamento social fica praticamente inviável em alguns lugares. Era normal ficar a apenas alguns centímetros dos outros, e até contar com alguns esbarrões.

À exceção de pontos específicos, como a praça de alimentação, o palco Arena Cultural e o estande da BibliON, havia poucos lugares com cadeiras ou estofados para descanso, o que fez com que muitos acabassem sentando no chão dos corredores. 

As crianças também se encantaram com diversas atrações voltadas ao público infantil. Muitas editoras dispuseram 'fantasiados' para tirar fotos, como Mônica, Cebolinha, o personagem de Diário de Um Banana e até um mascote de soldado na Biblioteca do Exército. Por vezes, era preciso prestar atenção para não passar em frente a uma fotografia sendo tirada.

Um dos momentos marcantes foi o encontro entre o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o cartunista Mauricio de Sousa - quem mais chamou atenção do público (Leia mais aqui)

Portugal, inclusive, foi o grande homenageado desta edição, e contou com um estande próprio e destaque a José Saramago. A Bienal do Livro continua até o próximo domingo, 10 de julho. Para fugir das filas, recomenda-se ir durante os dias de semana. Clique aqui para ler mais informações sobre o evento.

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A Bienal do Livro vai de 2 a 10 de julho, no Expo Center Norte Werther Santana/Estadão

Bienal do Livro inicia maratona cultural e aposta na interação com o público e em desconto

De 2 a 10 de julho, Bienal do Livro de São Paulo promete descontos e programação para todos os públicos

Maria Fernanda Rodrigues , O Estado de S. Paulo

Atualizado

A Bienal do Livro vai de 2 a 10 de julho, no Expo Center Norte Werther Santana/Estadão

Prepare o tênis, escolha uma roupa confortável. Separe uma mala de rodinhas se estiver nos seus planos, e no seu orçamento, atualizar a lista de leitura. Começa neste sábado, 2, a Bienal do Livro de São Paulo – e Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro, sugere ainda que quem for à feira no Expo Center Norte vá sem pressa. “Não dá para só dar uma passadinha”, diz.

São 65 mil m², 182 expositores, 3 milhões de exemplares à venda, 9 espaços oficiais para debates e encontros, mais de 300 escritores convidados e 1.500 horas de programação na Bienal do Livro 2022. Veja aqui os destaques do primeiro fim de semana.

Há mais de 50 anos, a Bienal é um passeio para toda a família, e ela tem sido ponto de encontro de jovens leitores e porta de entrada de muitas crianças para o mundo da leitura. Este ano, aliás, 25.520 alunos da rede municipal ganharam vales de R$ 60 para a compra de livros na feira (66.498 mil professores também).

Ou seja, quem visitar o evento até domingo, 10, vai ter o que ver, ouvir e comprar. São esperadas 600 mil pessoas.

A Bienal é, também, uma grande vitrine para o mercado editorial, que passou os últimos anos – de pandemia e, antes, de recessão – tentando equilibrar as contas e dar visibilidade aos lançamentos. E é a oportunidade de encontrar pessoalmente os leitores com quem dialogam sobretudo nas redes sociais.

“Muita coisa aconteceu nesses dois anos sem Bienal (a de 2020 foi cancelada), alguns autores não chegaram sequer a ter um lançamento presencial. Sabemos que tem muita gente na expectativa desses encontros: tanto autores quanto leitores. E queremos que esse momento seja especial”, comenta Lilia Zambon, gerente de Marketing da Companhia das Letras. O grupo editorial, que adquiriu recentemente a Brinque-Book e a JBC, vai separar seu estande em três este ano – para adultos, crianças e, pela primeira vez, para os jovens aproveitando o aniversário de 10 anos da Seguinte.

Segundo Bruno Zolotar, diretor comercial e de marketing da Rocco, 70% dos livros no estande da editora de Harry Potter e Jogos Vorazes são destinados aos adolescentes e jovens adultos (YA). Clarice Lispector, a grande escritora da casa carioca, Clarissa Pinkola Estes, autora do clássico best-seller Mulheres Que Correm Com Lobos, e Margaret Atwood, porém, terão um espaço de destaque. 

A expectativa é boa e Zolotar espera um crescimento de pelo menos 20% nas vendas em relação à última edição. Para além das vendas, ele acredita que a Bienal se tem tornado um espaço de interação com o público e de entretenimento, como é a Comic Con. “Por isso, por exemplo, teremos cosplays, área para os tiktokers produzirem vídeos e áreas cenográficas para Instagram.”

No caso da Rocco, esse espaço instagramável é dedicado à divulgação de Entrevista com o Vampiro, livro de Anne Rice publicado em 1976 que inspirou uma série que vai estrear ainda este ano.

As editoras estão apostando mesmo na cenografia dos estandes. A Companhia das Letrinhas reproduziu a banheira do Pum, o cachorrinho da série best-seller de Blandina Franco e José Carlos Lollo. Já a Record leva uma réplica da famosa estátua de Carlos Drummond de Andrade, de Copacabana, para celebrar a volta do autor ao seu catálogo e os lançamentos infantojuvenis do escritor. E as crianças que passarem por lá poderão tirar foto da cadeira que remete a Roald Dahl, criador de Matilda, que também chega ao catálogo da editora.

A maioria das editoras prevê descontos e brindes. Na Rocco, eles são progressivos, quem gastar mais de R$ 100 ganha um brinde e quem comprar Mulheres Que Correm Com Lobos ganha uma bolsa. A Companhia das Letras também promete algumas “ações especiais”. Na Planeta, o preço médio será cerca de 20% abaixo do preço de capa.

A Planeta, aliás, é um caso interessante de editora que participa com estande, mas não vende diretamente ao leitor – nem fora nem dentro da feira. “Entendemos que a venda é uma especialidade da livraria e, como temos cada vez menos livrarias, preservar as que estão aí é uma questão de sobrevivência para a cadeia do livro”, explica Gerson Ramos, diretor comercial da Planeta, que contratou a Vila para fazer suas vendas. 

Ramos concorda que o grande público da Bienal do Livro é, hoje, o leitor que tem entre 16 e 30 anos – mas cujo interesse não se resume a livros da moda. “Um público ávido por conhecimento que tem movimentado as livrarias”, ele diz – e que descobriu o selo Paidós e seus livros de ciências humanas. 

A Bienal vai durar 9 dias, mas a ideia é que ela seja apenas o início de um movimento que continuará nas livrarias. Nesse sentido, a maior novidade desta edição é o espaço de 300 m² idealizado por um coletivo de livreiros. Na Grande Livraria serão vendidas obras das editoras e autores participantes, mas também das que não foram este ano, como a 34. Quem optar por comprar ali vai ganhar um vaucher para usar depois em qualquer uma das lojas participantes. 

Bienal Internacional do Livro de São Paulo

  • 2 a 10 de julho

    2ª a 6ª, das 9h às 22h, e sábado e domingo, das 10h às 22h. A entrada é autorizada até as 21h

  • Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme) 
  • Ingressos: R$ 30
  • Confira aqui dicas para organizar sua visita à Bienal

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Bienal do Livro: agito e 'formigueiro humano' marcam a abertura do evento

Feira na Expo Center Norte exige paciência de quem entra ou ainda deseja conseguir um ingresso

Matheus Lopes Quirino, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2022 | 15h34

Cosplayers, punks e até uma menina vestida de barbie girl. Personagens irresistíveis para se agruparem juntos em uma fila quilométrica. São Paulo, quase trinta graus, os transeuntes se acotovelam na fila do busão gratuito a caminho da Expo Center Norte, onde acontece a 26ª edição da Bienal do Livro de São Paulo

Na saída do Terminal Rodoviário do Tietê, vãs clandestinas cobram R$5 com os condutores aos berros: "Pra Bienaaal". Nessa altura, a maquiagem das meninas que esperam o transporte lotar derretem, leques espalhafatosos se abrem para abafar o calor. "Tá babado essa bienal, vou chamar um Uber". Só que está muito caro, adverte a colega de fila. Da saída do Tietê ao local do embarque dos ônibus tem uma rua com comércio ambulante, é preciso atravessar todas as tentações da hora do almoço, como pastéis, pamonhas e kibes, para chegar no ponto na Av. Voluntários da Pátria. Lá, os ônibus saem rápido, enchem em instantes. Talvez uma das únicas filas que andem nesse País. 

Dez minutos é o tempo máximo entre embarcar no fretado free ao estacionamento do pavilhão. Em frente ao Expo Center norte, um formigueiro enlouquecido se esparrama pela calçada. Todos os sotaques se misturam em uma polifonia de R's. Tem gente de Pirapora, do Rio, Recife, e gente que não tem ingresso. As filas andam, andam. Mas conseguir ingresso nessas alturas deve ser uma saga. 

Lá dentro, depois de atravessadas todas as catracas, a sensação de entrar em um grande feirão dos livros chega, junto com a claustrofobia. Começou mais uma Bienal, e em clima de carnaval fora de época. 

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Bienal do Livro: Veja os destaques da programação do primeiro fim de semana

Autores portugueses conversam sobre o legado de Saramago a uma apresentação musical que homenageia Carolina Maria de Jesus

Matheus Lopes Quirino, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2022 | 10h00

No ano de centenário do escritor português José Saramago, a 26ª edição da Bienal do Livro de São Paulo traz uma comitiva de autores portugueses para a cidade. Para discutir o legado do romancista, autores como José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe e Pedro Eiras marcam presença a partir do primeiro final de semana do evento, que começa neste sábado, 2, e segue até o domingo, 10, no Expo Center Norte.

São mesas que trazem temas como as vozes da periferia na literatura, a debates mais profundos, com Laurentino Gomes falando sobre escravidão. Há espaço também para uma homenagem musical a Carolina Maria de Jesus, além da conversa entre Paulina Chiziane e Ana Maria Gonçalves.

Confira os destaques do primeiro fim de semana da Bienal 2022

  • Sábado, dia 2 de julho 

11H - Falamos de quem quando falamos do outro? Com Valter Hugo Mãe, Daniel Munduruku, Lilia Schwarcz e mediação da jornalista Isabel Lucas, no Pavilhão de Portugal.

13H - A Periferia na Literatura, com os escritores Ferréz, José Falero e Luana Rabetti no Salão de Ideias. 

14H - Legados Saramaguianos no Pavilhão de Portugal, com Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto, Socorro Acioli, e mediação de Carlos Reis.

16H - Laurentino Gomes conversa com Michael França na Arena Cultural. 

18H - Apresentação musical: Quarto de Despejo; Luana Bayô interpreta Carolina Maria de Jesus na Praça de Histórias

19H - Carol Moreira, Mabê Bonafé, Ivan Mizanzuk, Duds Saldanha conversam sobre narrativas que envolvem crimes reais, na Arena Cultural. l

  • Domingo, dia 3 de julho 

11H30 - Homenagem a José Saramago, com José Luís Peixoto, Andrea del Fuego, Jeferson Tenório na Arena Cultural

13H - Declamação da Obra de Patativa do Assaré e Cordeis Autorais com Chico Feitosa, no Espaço Cordel e Repente.

15 - Charles Darwin e Jornada da Ciência, com Leda Cartum, Sofia Nestrovski (Apresentadoras do Podcast ‘Vinte Mil Léguas’), Reinaldo José Lopes e Fernanda Diamant vão estar no Salão de Ideias.

16h - Valter Hugo Mãe conversa com Pedro Pacífico (@BOOKSTER) na Arena Cultura. 

17h Escritoras premiadas de língua portuguesa, com Paulina Chiziane e Ana Maria Gonçalves e mediação de Rita Chaves, no Salão de Ideias

18h - Diversas coisas se alinham na memória, com Pedro Eiras, Adriana Calcanhotto e mediação de Thales Guaracy no Pavilhão de Portugal. 

19H O Brasil emergente das canções, com MC Tha, Owerá, Assucena e Ramiro Zwetsch

20h40 - Documentário: “Herdeiros de Saramago, de Graça Castanheira, – José Luís Peixoto” (2020), no Pavilhão de Portugal. 

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