The School of Life
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Biblioterapia: Sessões gratuitas vão indicar livros para o leitor 'viver melhor'

The School of Life realiza neste sábado, 28, em São Paulo, o Open House Literário, que terá, ainda, debate e oficina para crianças

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2022 | 05h00

Os momentos, as questões, as dores podem ser diversas, mas o tratamento é o mesmo: um livro. Neste sábado, a The School of Life promove sessões pocket de biblioterapia como parte do Open House Literário, um evento que vai contar, ainda, com um debate e oficina para crianças. A entrada é gratuita, mas requer inscrição pelo site.

“Todas as situações das nossas vidas, das mais simples às mais complexas, podem ser ‘iluminadas’ por um bom livro. Acreditamos que ler o livro certo, na hora certa, pode mudar a vida de uma pessoa e ajudá-la a viver melhor. É o que a gente faz em uma sessão de biblioterapia: ajudar a encontrar os livros certos”, diz Carolina Ruhman Sandler, que vai comandar esta primeira parte do evento.

Uma sessão normal de biblioterapia, como a que é oferecida normalmente pela The School of Life, escola criada por Alain de Botton e que chegou ao Brasil em 2013, dura uma hora e começa antes, com um questionário respondido e enviado ao terapeuta. Nele, estão perguntas sobre hábitos e preferências de leitura e sobre o momento da vida – por exemplo, se está passando por alguma mudança de carreira, casa, vida, relacionamento. Na versão pocket deste sábado, o questionário será respondido na hora, haverá uma breve conversa e o participante sairá de lá com sua “receita literária”.

É um trabalho que requer muita leitura e pesquisa, mas que é, ela explica, “muito subjetivo” e personalizado. “Uma pessoa que está sofrendo de solidão tem questões diferentes de uma pessoa que está criando um adolescente”, diz. Para o segundo grupo – na verdade, para os pais e para os filhos –, ela indica O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger. Para quem está tendo de lidar com a raiva: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway.

"Ao mergulhar na prosa simples e calmante dessa história, você também se elevará acima de suas emoções. Você se unirá ao velho no barco, testemunhará em primeira mão seu amor pelo menino, pelo mar, pelo peixe e permitirá que ele o encha de paz e de uma nobre aceitação de como as coisas são, sem deixar espaço para o que foi ou para que você gostaria que fosse. É claro que nada disso é uma regra. Mas as chances dessa conexão são muito grandes", comenta.

Ainda segundo Carolina, esse exercício de biblioterapia é uma tentativa de conectar o leitor com aquela obra que tem o potencial de fazer um bem para a pessoa em determinado momento de sua vida.

Programação do Open House Literário

O encontro começa às 10h, com um café, na Rua Medeiros de Albuquerque, 60, em São Paulo. As sessões serão das 10h30 às 11h30. Às 10h30 haverá, também, atividades para crianças de 6 a 11 anos, na Escolinha da Vida. Das 11h30 às 12h30, a editora Simone Paulino, também autora de Como Clarice Lispector Pode Mudar a Sua Vida, e Carolina participam de uma conversa sobre como a literatura pode nos ajudar a viver melhor.

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