Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Biblioteca Nacional troca comando do Centro de Cooperação e Difusão

João Alexandre Cupello Cabecinho assume cargo ocupado pela servidora Ana Cristina Sá de Souza

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2020 | 09h14
Atualizado 14 de maio de 2020 | 07h41

Ana Cristina Sá de Souza, funcionária da Biblioteca Nacional há 15 anos, primeiro como terceirizada e desde 2012 como servidora, foi exonerada nesta terça-feira, 12, do cargo de coordenadora-geral do Centro de Cooperação e Difusão da instituição. Ela também já foi coordenadora geral do Sistema Nacional de Bibliotecas, coordenadora do Centro Internacional do Livro e participou da comissão de organização da homenagem ao Brasil na Feira do Livro de Frabkfurt, em 2013.

Para o lugar da advogada e historiadora, foi nomeado João Alexandre Cupello Cabecinho. A portaria foi publicada no Diário Oficial desta terça e assinada pelo Ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio.

Cabecinho, que já foi filiado ao MDB de Niterói e é nome ligado ao ex-deputado e ex-secretário de Cultura do Estado do Rio André Lazaroni, foi assessor especial da Fundação Municipal de Saúde em Niterói, teve uma breve passagem em 2017 pela chefia da divisão artística da Sala Cecília Meireles, no Rio, e, também segundo atos do Diário Oficial, foi assessor-chefe da coordenadoria de Acervo, da Superintendência da Leitura e do Conhecimento, da Secretaria de Estado de Cultura, quando Lazaroni era o secretário.

Comandada por Rafael Nogueira, a Biblioteca Nacional é vinculada à Secretaria Especial da Cultura, de Regina Duarte. Nogueira foi um dos nomes escolhidos pelo ex-secretário Roberto Alvim por seu alinhamento às ideias de uma cultura conservadora, e tem sido mantido por Regina Duarte.

Recentemente Nogueira começou a formar a sua equipe. Nomeou como seu chefe de gabinete Marcelo Gonzaga Oliveira, olavista e integrante do grupo Brasil Paralelo e do programa de rádio Hora Conservadora. 

E nomeou também Luiz Carlos Ramiro Júnior, cientista social e advogado, como coordenador-geral do Centro de Pesquisa e Editoração da instituição. Autor de artigos como Será Bolsonaro um Bonaparte? e E se a intervenção der certo?, ele defendeu, na UERJ, a  tese Da Crise à Restauração. O pensamento político de João Camilo de Oliveira Torres, sobre o escritor conservador mineiro morto em 1973.

Com sede no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é a mais antiga instituição cultural do Brasil e guardiã da história do País.

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