Renato Parada/Divulgação
Renato Parada/Divulgação

Bernardo Ajzenberg vence prêmio cubano Casa de las Américas

Escritor brasileiro levou o galardão na categoria dedicada à produção nacional com o romance ‘Minha Vida Sem Banho’

EFE

30 Janeiro 2015 | 20h14

HAVANA - O escritor Bernardo Ajzenberg ganhou o Casa de las Américas na categoria literatura brasileira. O prêmio cubano teve os principais vencedores divulgados nesta semana. Em Minha Vida Sem Banho, romance lançado pela editora Rocco no fim do ano passado, o escritor paulistano alterna três vozes narrativas para dar conta de temas díspares, como ambientalismo, ditadura militar no Brasil e o holocausto.

Quem venceu a categoria principal do Casa de las Américas foi a escritora colombiana Adelayda Fernández Ochoa, com La Hoguera Lame Mi Piel con Cariño de Perro, “por propor uma volta à África como um mítico retorno, em um trânsito que desarma com reflexão lúcida o conjunto de ilusões que articulam o pensamento escravista”, de acordo com a ata do júri.

Outro autor colombiano, Nelson omero Guzmán, teve seu livro de poesias Bajo El Brillo de la Luna escolhido entre as 235 obras inscritas na categoria, pela “engenhosa sucessão de recursos verbais que fluem com assombrosa riqueza de imagens, assim como os suportes estruturados de uma angústia vital (...)”, segundo o júri.

Quem levou o prêmio de melhor ensaio de tema histórico e social foi o cubano José Ferrán Oliva, com sua análise econômica intitulada Cuba Año 2025, em que foram valorizadas seus “apontamentos relevantes” para a compreensão da história econômica do país e a necessidade de transformações na primeira parte do século 21.

O galardão honorífico de narrativa José María Arguedas foi concedido a El Libro Uruguayo dos Mortos, do mexicano Mario Bellatin, que tem obras publicadas no Brasil.

Depois de avaliar 662 obras, os jurados do Prêmio Literário Casa de las Américas 2015 também outorgaram menções a autores como os argentinos Débora Mundani e Alejandro Castro – a Argentina foi o país com maior representação no certamente, com 173 obras, seguido por Cuba (142), Brasil (71), Colômbia (65), México (34) e Peru (33). Entre os integrantes do júri final estão o editor espanhol Ignacio Echeverría, o historiador colombiano Alfonso Múnera, a editora chilena Nona Fernández e a pesquisadora francesa Sylvie Josserand.

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