Dave Killen/The Oregonian via AP, Pool
Dave Killen/The Oregonian via AP, Pool

Autora de 'Como Matar seu Marido' pega prisão perpétua por assassinato do marido

Nancy Brophy foi condenada nesta segunda-feira, 13; seus advogados vão recorrer da decisão

Redação, AFP

14 de junho de 2022 | 07h45

A autora do ensaio Como Matar seu Marido foi condenada à prisão perpétua nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13, pelo homicídio de seu companheiro. Nancy Crampton Brophy, de 71 anos, terá o direito de optar pela liberdade condicional em 25 anos, segundo a decisão de um juiz do Oregon.

Os detalhes do caso foram abordados durante um mês de julgamento no qual ela foi acusada de ter comprado uma arma na internet para matar seu marido e receber milhares de dólares em seguros de vida. A arma, que ela diz ter sido comprada enquanto pesquisava para um livro, nunca foi encontrada.

O chef Daniel Brophy foi encontrado em junho de 2018 sobre o piso de uma sala de aula em um instituto de culinária onde ele trabalhava. Ele tinha dois impactos de bala. Imagens de segurança mostravam sua esposa dirigindo na área na mesma época.

A autora assina uma série de romances intitulada Wrong Never Felt So Right (O errado nunca pareceu tão certo, em tradução livre) e que inclui títulos como The Wrong Husband (O marido errado) e The Wrong Lover (O amante errado).

Ela diz não lembrar ter estado ali, mas afirma que poderia ter estado no bairro em busca de inspiração para um novo trabalho de ficção. Nancy Brophy negou o homicídio e insistiu que os anos de apertos econômicos eram coisa do passado e que ela não tinha razões para matar o marido.

"Eu te perguntaria onde está a motivação? Um editor riria e diria, 'Acho que você precisa trabalhar mais nessa história, tem um buraco nela'", disse durante seu julgamento. Seus advogados vão apelar da decisão. O ensaio Como Matar seu Marido, disponível em um blog, aborda métodos e motivos para se livrar de um companheiro indesejável.

Entre eles, lucro financeiro e uso de armas de fogo, apesar de considerá-las "barulhentas, sujas e requerem certa habilidade". "Mas o que sei sobre assassinato é que cada um de nós o leva dentro de si quando é suficientemente pressionado", afirma.

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