Autor de 'Meninos e Lobos' tem nova adaptação para o cinema

Depois de Clint Eastwood e Ben Affleck, agora Martin Scorsese está de olho na obra de Dennis Lehane

Associated Press,

23 de novembro de 2007 | 14h35

Primeiro, Clint Eastwood transformou Sobre Meninos e Lobos em um filme clássico, que deu o Oscar a Sean Penn. Depois, Ben Affleck fez sua estréia na direção com Gone Baby Gone. Agora, chega a notícia de que Martin Scorsese pretende dirigir Leonardo DiCaprio em mais uma adaptação de Dennis Lehane para o cinema, Shutter Island (lançado no Brasil como Paciente 67).   Qual a explicação de Lehane? Seu talento não está, ele diz, no enredo, chegando a afirmar que seus enredos podem ser encontrados "em qualquer episódio de CSI ou Law & Order". Ele apenas se considera feliz por receber crédito por fazer algo que faz muito bem: escrever romances policiais substanciosos, moralmente ambíguos e intrigantes passados nas partes menso recomendáveis de Boston.   Ele explica seu sucesso como pura sorte: "Sou o cara mais sortudo do planeta", afirma, usando uma palavra um pouco mais pesada que "cara", na verdade.   Analistas de Hollywood acrescentam que a receita de Lehane requer, além de sorte e talento, um bom uso da máxima de que sucesso atrai sucesso.   "Todo mundo adora um vencedor, especialmente em Hollywood", diz o crítico e historiador do cinema Leonard Maltin. "Então, quando você começa a construir um currículo, a indústria reage a isso. Eles talvez nem tenham lido os livros. Eles estão tentando atrair um elenco de primeira linha, e sabem que o primeiro filme teve um papel dramático forte que deu o Oscar a Sean Penn".   Muito antes de escrever Sobre Meninos e Lobos em 2001, Lehane já contava com fãs de sua série de cinco aventuras do detetive particular Patrick Kenzie e a namorada, Angie Gennaro.   A série decolou com o quarto volume, Gone, Baby,Gone, sobre o seqüestro de uma criança. Para o filme, Ben Affleck tirou as vírgulas do título e chamou o irmão, Casey Affleck, para o papel principal.

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