Ativista chinês Yang Tongyan morre dois meses antes do fim de sua pena

Escritor foi condenado a 12 anos de prisão por publicar textos em apoio à mudança política e democrática na China

EFE

08 de novembro de 2017 | 19h37

O escritor chinês Yang Tongyan morreu nesta quarta-feira, 8, aos 56 anos em consequência de um tumor cerebral. Faltava apenas dois meses para o ativista terminar de cumprir sua pena de prisão.

Em 2006, ele foi condenado a 12 anos de prisão por publicar textos em apoio à mudança política e democrática na China. Anteriormente, ele já tinha cumprido uma pena de prisão de 10 anos por criticar a repressão do movimento pró-democracia da China em 1989.

Yang Tongyan, também conhecido como Yang Tianshui, foi solto em 23 de agosto deste ano para passar por uma cirurgia. A Anistia Internacional considera alarmante a falta de responsabilidade devido a um padrão de mortes de presos liberados quando estão perto da morte. 

O vencedor do prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu em julho em decorrência de um câncer no fígado, algumas semanas após ser libertado. A ativista Cao Shunli, que foi detida por realizar um assento de dois meses no Ministério das Relações Exteriores, também morreu após ter a assistência médica negada. 

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