Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Arno Wehling é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Historiador ocupará a cadeira 37, vaga desde a morte do poeta Ferreira Gullar

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

09 Março 2017 | 17h43

RIO - O historiador Arno Wehling, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), foi eleito ontem para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocupará a cadeira 37, vaga desde a morte do poeta Ferreira Gullar, em 4 de dezembro passado. Na eleição de ontem Wehling recebeu 18 votos, contra 15 de seu principal concorrente, o poeta e compositor Antonio Cicero. Houve ainda um voto em branco. Votaram 34 acadêmicos: 23 presentes e 11 por carta. Ao todo havia 12 candidatos, mas apenas Wehling e Cicero tinham chances reais de vitória. Cicero já havia disputado outra cadeira, a 22, em novembro, mas essa disputa acabou empatada, a votação foi remarcada e o poeta passou a concorrer à cadeira 37. A data da posse de Wehling na ABL não havia sido divulgada.

Antes de Ferreira Gullar haviam ocupado a cadeira 37 Silva Ramos (fundador, que escolheu Tomás Antônio Gonzaga como patrono), Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Arno Wehling é graduado em História pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro) e em Direito pela Universidade Santa Ursula, e tem doutorado em História, livre docência em História Ibérica (ambos pela Universidade de São Paulo) e pós-doutorado pela Universidade do Porto.

Como historiador e ensaísta, dedicou-se à epistemologia das ciências humanas e da história, à história das ideias políticas e jurídicas e à história do direito. Sua atividade profissional centrou-se na universidade, onde exerceu a docência, pesquisa e gestão. Tornou-se professor da UFRJ e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), na qual conquistou o título de professor emérito. Chegou a ser reitor da Universidade Gama Filho.

Seu primeiro livro, "Os níveis da objetividade histórica", foi publicado em 1974. O agora acadêmico lançou outros oito obras - a mais recente delas é "De formigas, aranhas e abelhas - Reflexões sobre o IHGB", de 2010.

Cadeira 22. Com a eleição de ontem, as 40 cadeiras da ABL estão ocupadas. Anteontem houve outra eleição, em que o embaixador e escritor João Almino foi escolhido por unanimidade para a cadeira 22, vaga desde a morte do médico Ivo Pitanguy, em 6 de agosto de 2016. Nesse escrutínio votaram 33 acadêmicos: 23 presentes e 10 por carta. Esse foi o segundo processo de seleção para a vaga - em 24 de novembro tinha havido outra eleição para a cadeira 22, que terminou empatada entre Antonio Cicero e Francisco Weffort. Então foi marcada nova eleição, vencida por Almino.

Antes de Pitanguy haviam ocupado a cadeira 22 Medeiros e Albuquerque (fundador, que escolheu José Bonifácio como patrono), Miguel Osório de Almeida e Luís Viana Filho.

 

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