Ariano Suassuna está em coma e respira com ajuda de aparelhos

Houve "agravamento clínico" no quadro de saúde do escritor na noite desta terça-feira, 22

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

22 Julho 2014 | 11h44

Atualizado às 20h46.

RECIFE – Boletim médico divulgado na noite desta terça-feira, 22, pelo Hospital Real Português, do Recife, informa ter havido “agravamento clínico” do quadro do escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, 87 anos. “A situação é instável, com queda de pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”, diz o boletim assinado pela neurocirurgiã Feliciana Castelo Branco.

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Suassuna foi submetido, na noite desta segunda-feira, 21, a um procedimento cirúrgico com colocação de dois drenos para controlar a pressão intracraniana, provocada pelo AVC hemorrágico. Não há previsão de alta da UTI.

Em agosto do ano passado, ele sofreu um infarto do miocárdio e um aneurisma cerebral.

Autor de obras como O Auto da Compadecida, Uma mulher vestida de sol e Romance da Pedra do Reino, Ariano Suassuna foi o idealizador do Movimento Armorial, na década de 1970 - arte erudita a partir de elementos da cultura popular nordestina em todas as áreas música, dança, artes plásticas. É membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Ele deu aula-espetáculo na sexta-feira, em Garanhuns, no agreste pernambucano, dentro da programação do Festival de Inverno da cidade, quando falou sobre o compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (1904-1997), autor de frevos consagrados.

Suassuna foi secretário estadual de Cultura no período 1994-1998, durante o governo de Miguel Arraes (1916-2005) e assumiu o mesmo cargo, como secretário especial no primeiro mandato do governo Eduardo Campos (PSB), neto de Arraes, em 2007. Seu foco sempre foi o da valorização da cultura popular, posicionando-se também contra qualquer estrangeirismo da língua portuguesa.

Engajado na campanha presidencial de Campos, esteve presente no lançamento da sua candidatura em Brasília e participou, no dia sete, de um encontro da militância do candidato, no Paço Alfândega, no Recife. 

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