ALEJANDRO GARCÍA/EFE
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Escritor Ricardo Piglia é premiado na Espanha

Ele ganhou o prêmio Formentor de las Letras 2015, que já reconheceu autores como Beckett, Borges e Carlos Fuentes

EFE

08 de junho de 2015 | 18h30

O escritor argentino Ricardo Piglia foi premiado com o Formentor de las Letras 2015, em reconhecimento ao conjunto de sua obra, no valor de 50 mil euros, a ser entregue em setembro na ilha espanhola Mallorca. Segundo informou a organização, o júri considera Piglia “um autor de uma obra narrativa que se desenvolve harmonicamente entre a originalidade, cultura popular e a tradição mais exigente”. 

A comissão julgadora é presidida por Basilio Baltasar e é formada por Darío Villanueva, diretor da Real Academia Espanhola, e pelos escritores Félix de Azúa, José Ángel González e Marta Sanz. Eles destacaram, ainda, “o talento, a inteligência e a audácia” com que Piglia tem sabido se manter nesse “universo paralelo da literatura”.

Ao saber que havia sido premiado, Piglia declarou que recebia a notícia com “alegria” e gratidão, e comentou que a literatura persiste no momento atual porque “um de seus horizontes é, justamente, contar como sobrevivem os homens a esta intempérie que não tem fim”. 

A entrega do prêmio será no dia 25 de setembro e vai coincidir com a publicação da “novela de sua vida”, como Piglia gosta de chamar Os Diários de Emilio Renzi.

Ricardo Piglia nasceu em Adrogué, província de Buenos Aires, em 1941, e em 1955 sua família se mudou para Mar del Plata. Em 1967, lançou A Invasão. Em 1980, publicou Respiração Artificial, que teve grande repercussão no meio literário e que é considerado um dos romances mais representativos da nova literatura argentina. A Cidade Ausente foi transformada em ópera pelo compositor Gerardo Gandini. Paralelamente a sua obra de ficção, Piglia desempenhou a tarefa de crítico e ensaísta, e escreveu sobre Arlt, Borges, Macedonio Fernández, Manuel Puig, Sarmiento e outros escritores argentinos. Atuou, ainda, como professor universitário, editor de revista e roteirista de cinema.

Entre os premiados com o Formentor de las Letras, que é anual, estão Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Juan García Hortelano, Jorge Semprún, Saul Bellow e Witold Gombrovicz. Seu principal objetivo é contribuir para consolidar e reconhecer autores que souberam manter sua essência literária. Nas quatro últimas edições, os ganhadores foram Carlos Fuentes, Juan Goytisolo, Javier Marías e Enrique Vila-Matas.

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