Amnesty International/Lachlan Bailey
Amnesty International/Lachlan Bailey

Angelina Jolie lança livro que incentiva crianças a lutar por direitos

Atriz espera empoderar os mais jovens com dicas que estão em obra que escreveu com Anistia Internacional

Reuters, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2021 | 09h32

A atriz Angelina Jolie diz que espera empoderar crianças de todo o mundo com ferramentas para lutar por seus direitos com um livro que escreveu em parceria com a Anistia Internacional.

Know Your Rights and Claim Them (Conheça seus direitos e reivindique-os, em tradução livre)- escrito com a advogada de direitos humanos Geraldine Van Bueren, uma das redatoras originais da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança de 1989 - tem como objetivo dotar as crianças com conhecimento para desafiar com segurança as injustiças.

"Tantas crianças estão em perigo em todo o mundo e simplesmente não estamos fazendo o suficiente", disse Jolie, em entrevista à Reuters. "Estes são os seus direitos, decididos anos atrás com base no que os tornaria adultos saudáveis, equilibrados, seguros e estáveis."

Jolie, que é enviada especial da agência de refugiados da ONU, o Acnur, disse esperar que o livro também lembre os governos de seu compromisso com o tratado global que consagra os direitos civis, sociais, políticos e econômicos das crianças.

"Passamos muito tempo bloqueando esses direitos, então este livro é para ajudar as crianças a terem um livro de instrumentos para dizer 'esses são os seus direitos, são coisas que vocês precisam questionar para ver a distância que estão, dependendo do seu país e das circunstâncias, de acessar esses direitos, quais são os seus obstáculos, outros que vieram antes de vocês e lutaram, maneiras de lutar'. Portanto, é um manual para lutar".

A atriz, mãe de seis filhos, disse que apresentou a convenção da ONU em sua casa para seus filhos, mas ficou surpresa ao saber que seu próprio país, os Estados Unidos, não a ratificou.

“Isso me enfureceu e me fez começar a questionar o que isso significa? Então, para cada país, que ideia é essa, você tem direito à educação, mas então por que tantas crianças estão fora da escola? Por que as meninas no Afeganistão vão ser afetadas se forem?", questionou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.