Andrew Testa/The New York Times
Andrew Testa/The New York Times

Análise: Kazuo Ishiguro foi escolha segura da Academia; vídeo

Escritor britânico nascido no Japão é o Prêmio Nobel de Literatura de 2017

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2017 | 10h49

Kazuo Ishiguro é o Prêmio Nobel de Literatura de 2017. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 5, em Estocolmo. A Academia Sueca atribuiu a distinção a ele "que, em seus romances de grande força emocional, revelou o abismo sob a nossa ilusória noção de conexão com o mundo". Ubiratan Brasil, editor do Caderno 2, e Guilherme Sobota, repórter, comentaram a escolha, em vídeo. Veja:

+ Análise: Kazuo Ishiguro faz literatura sutil sobre a memória

Em entrevista ao Estado em 2015, Ishiguro se revelou fã de Bossa Nova e explorou suas preocupações com a memória (particular e social). "Escrever é minha única forma de preservar a memória – não de uma forma científica, mas de como o homem consegue preservar sua dignidade ao longo dos tempos", disse na ocasião.

Apesar de ser uma escolha mais tradicional da Academia, em contraste com a nomeação de Bob Dylan em 2016, os romances da fase mais recente de Ishiguro flertam com gêneros como a ficção científica e a fantasia (seu livro mais recente, O Gigante Enterrado, foi lançado já numa época em que Game of Thrones experimentava uma imensa popularidade, e comparações foram feitas). Mas sem perder de vista questões muito humanas, como a memória, a solidão e a desilusão.

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