Sergio Caddah/Divulgação
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Ana Paula Maia vence o Prêmio São Paulo de Literatura pela segunda vez seguida

Escritora venceu a distinção em 2019 pelo romance 'Enterre seus mortos', depois de já ter ganhado o prêmio em 2018; Tiago Ferro foi escolhido como o melhor romance de estreia

Redação, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2019 | 06h30

A escritora carioca Ana Paula Maia venceu pela segunda vez seguida o Prêmio São Paulo de Literatura, dessa vez pelo romance Enterre Seus Mortos (Companhia das Letras). Ela já havia vencido a distinção em 2018 com o livro Assim na Terra Como Embaixo da Terra. Tiago Ferro, com o seu O Pai da Menina Morta, foi o vencedor na categoria melhor romance de estreia. Os vencedores foram anunciados neste sábado, 9, no Diário Oficial do Estado.

A cerimônia de premiação ocorre no dia 4 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Enterre Seus Mortos é uma mistura de novela policial, faroeste, horror e romance filosófico. O livro conta a história de um removedor de animais mortos que encontra em seu caminho dois corpos humanos e decide dar um fim digno a eles. Mas no universo brutal que Ana Paula cria em seus romances, nada caminha com traços de normalidade.

O Pai da Menina Morta é um romance sensível sobre um pai lidando com o luto de perder uma filha muito jovem. Autobiográfico nesse sentido, o livro ganha com um laborioso trabalho literário. O livro é composto numa estrutura fragmentária de alta voltagem criativa em que pensamentos, reflexões, listas, e-mails, mensagens de redes sociais, memórias, descrições, sonhos e fotografias se misturam para mostrar a tentativa de reconstrução de um indivíduo. 

Em 2019, o Prêmio São Paulo entrega apenas dois troféus, e não mais três, como nos anos anteriores, em que existiam duas categorias para autor estreante: mais e menos de 40 anos. Cada ganhador recebe o prêmio de R$ 200 mil.

O júri deste ano foi formado pelo jornalista Daniel Benevides, pelo consultor literário Dionisius Amêndola, pelo jornalista Fábio Silvestre Cardoso, pela professora universitária Fernanda Rodrigues de Miranda, pela editora Isabel Lopes Coelho, pelo escritor e advogado José Fernando Mafra Carbonieri, pela professora Juliana Pasquarelli Perez, pela poeta Mariana Ianelli, pela professora Regina Helena Pires de Brito e pelo escritor Ricardo Ramos Filho.

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