EFE/ARCHIVO/Iván Franco
EFE/ARCHIVO/Iván Franco

Amigos, colegas e políticos lamentam a morte de Eduardo Galeano

Escritor uruguaio morreu aos 74 em Montevidéu

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 15h45

 Veja a repercussão da morte de Eduardo Galeano, escritor uruguaio que morreu nesta segunda-feira, 13, em Montevidéu, em decorrência de um câncer no mediastino (região da cavidade torácica).

Dilma Rousseff, presidente do Brasil

“Hoje é um dia triste para todos nós, latino-americanos. Morreu Eduardo Galeano, um dos mais importantes escritores do nosso continente. É uma grande perda para todos que lutamos por uma América Latina mais inclusiva, justa e solidária com os nossos povos. Aos uruguaios, aos amigos e à nossa imensa família latino-americana, quero prestar minhas homenagens e lembrar que continuamos caminhando com os olhos no horizonte, na nossa utopia.”

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil

"Que a sua obra e seu exemplo de luta permaneçam como inspiração para que possamos construir a cada dia um futuro melhor para a América Latina."

Elena Poniatowska, escritora mexicana

"Ele colocou em nossas mãos uma história da América compreensível e estremecedora. Galeano recolheu episódios, sentimentos e ideias da nossa história que mais o impactaram e devolveu-nas de modo que não esqueceremos."

Nélida Piñon, escritora brasileira

"Galeano é um dos grandes e uma figura emblemática da América Latina, e a sua literatura desprende uma grande sedução verbal."

Leonardo Padura, escritor cubano

"Ele tinha uma visão latino-americana e ao mesmo tempo universal, e fazia uma busca de uma utopia possível para construir uma sociedade melhor. É uma amarga coincidência o feito de ele ter morrido no mesmo dia de Gunter Grass, dois escritores unidos por uma mesma posição intelectual e civil."

William Ospina, escritor colombiano

"Galeano permanece em seus livros como uma das visões que definiram a concepção que hoje temos na América Latina sobre nós mesmos e a visão que o mundo tem sobre o continente."

Ticio Escobar, antropólogo e crítico de arte paraguaio

"Ele tinha um humor ácido mas não mordaz. Há dois meses me enviou uma mensagem dizendo para não me preocupar, que ele estava lutando ferozmente contra o câncer, ainda que isso lhe custasse a vida. O impacto de Veias Abertas acabou por incomodá-lo, sobretudo depois que Hugo Chávez deu o livro de presente a Barack Obama. Se transformou num assunto midiático que o irritava muito, mas é um livro que serviu enormemente para gerações e tem uma grande vigência."

Rafael Correa, presidente do Equador

"As veias da América Latina estão abertas pela tua partida, querido Eduardo!"

Evo Morales, presidente da Bolívia

"O mundo perde um mestre da descolonização e da libertação de nossos povos."

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