FABIO MOTTA/AGENCIA ESTADO/AE
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Academia Brasileira de Letras não preenche a vaga deixada por Ivo Pitanguy

Depois de acirrada disputa entre o poeta Antônio Cícero e o cientista político Francisco Weffort, nenhum teve votos suficientes para ocupar a Cadeira 22

Amilton Pinheiro, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2016 | 18h37

A Academia Brasileira de Letras (ABL) não elegeu, como esperava, o sucessor do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, morto em 6 de agosto e que ocupava a cadeira 22. Na eleição ocorrida no Petit Trianon, a sede da entidade, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, 24, não resultou na vitória de um dos nove candidatos por maioria absoluta - os dois favoritos à vaga, o poeta e compositor Antônio Cícero e o cientista político Francisco Weffort, ficaram empatados. Como o regulamento da casa permite que sejam realizados até quatro escrutínios, as inscrições para a vaga de Pitanguy serão abertas novamente e uma nova eleição deverá ser marcada dentro de 30 dias. 

A solenidade começou religiosamente às 16 h e nove candidatos estavam inscritos, mas a disputa ficou restrita entre três deles: além de Cícero e Weffort, despontou o historiador de música brasileira e produtor Ricardo Cravo Albin.

No primeiro escrutínio, os três tiveram votos para seguir para a segunda votação, mas nenhum deles teve maioria mínima para ganhar, que são 18 votos. Na segunda fase, Cravo Albin não conseguiu atingir votos para continuar na disputa. Como a situação se manteve até o quarto escrutínio, o regulamento da ABL prevê a anulação do pleito e a marcação de uma nova disputa.

O fato surpreendeu, uma vez que as duas últimas eleições, ocorridas nas últimas semanas, foram resolvidas em poucos minutos: o economista Edmar Bacha derrotou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Grau por 18 votos a 15, no dia 3 de novembro E, em 27 de outubro, com expressiva votação (33 votos), o poeta Geraldo Carneiro assumiu a cadeira 24, antes ocupada por Sábato Magaldi.

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