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A vida de Euclides da Cunha: uma linha do tempo

Escritor teve trajetória conturbada que culminou com sua morte por assassinato em 1909

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2019 | 03h00

Euclides da Cunha teve uma vida inusitada, para dizer o mínimo, passando por diversos pontos do Brasil, seja pela sua formação militar, seja por seus trabalhos posteriores como funcionário público de São Paulo. Isso sem contar sua morte episódica, aos 43 anos, assassinado pelo amante da mulher, numa espécie de duelo digno de faroestes.

Abaixo, uma linha do tempo da Vida de Euclides da Cunha.

20 de janeiro de 1866 (Cantagalo, Rio de Janeiro)

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasce na Fazenda Saudade

1877-8 (Salvador, Bahia)

Estuda no Colégio Bahia

1883-4 (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro)

Após cursar os preparatórios na cidade, ingressa no Externato Aquino, onde conhece Benjamin Constant e começa a publicar textos

1886

Transfere-se à Escola Militar da Praia Vermelha

1888

Fica um mês preso após insurgir-se contra o ministro da Guerra do Império, e mais tarde é expulso do Exército. Publica seu primeiro texto no jornal A Província de São Paulo (mais tarde, O Estado de S. Paulo) em 22 de dezembro

1889

É reintegrado ao Exército e conhece sua futura esposa, Ana Emília Sólon Ribeiro

1892

Torna-se primeiro tenente do Exército e passa a colaborar com O Estado de S. Paulo após a Proclamação da República

1896 (Descalvado, São Paulo)

Abandona a carreira militar e passa a trabalhar como funcionário público em São Paulo. Em novembro, se dá a primeira expedição militar contra Canudos

1897 (São Paulo, São Paulo)

Em 14 de março, sai no Estado seu primeiro texto sobre Canudos. Ele aceita convite do jornal para ser repórter de guerra e parte, em agosto, para a Bahia, com a comitiva do ministro e marechal Carlos Machado de Bittencourt. Canudos cai.

1898

Publica no Estado Excertos de um Livro Inédito, primeira indicação do que seria Os Sertões

1901 (São Carlos do Pinhal, São Paulo)

Leva o manuscrito de Os Sertões à Livraria Laemmert, no Rio, mas tem que bancar uma parte da edição

1903 (Santos, São Paulo)

Os Sertões já é um grande sucesso. Euclides é eleito para a Academia Brasileira de Letras e empossado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro 

1905 (Manaus, Amazonas / Purus, Peru)

Passa o ano trabalhando em missões da Comissão de Reconhecimento do Alto Purus, na Amazônia

1909 (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro)

É nomeado professor no Ginásio Nacional (Colégio Pedro II). Em 15 de agosto, é assassinado a tiros pelo amante da esposa, Dilermando de Assis, no bairro da Piedade

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