Museu Casa de Cora Coralina
Museu Casa de Cora Coralina

10 frases para lembrar Cora Coralina, que morreu há 33 anos

Foi no dia 10 de abril de 1985 que Cora Coralina, uma das poetas mais queridas do Brasil, morreu, aos 95 anos

Redação, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2018 | 20h13

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu no dia 20 de agosto de 1889, na Cidade de Goiás, e morreu no dia 10 de abril de 1985. Ao longo de seus 95 anos, viveu muitas vidas - e uma vida de luta por aceitação, na família, e sobrevivência e de muita criação, seja de seus versos ou seus doces. Descoberta tardiamente, em 1980, Cora Coralina é hoje uma das poetas mais queridas do Brasil.

Recentemente, sua história foi contada no filme Cora Coralina: Todas as Vidas, que traz no elenco Walderez de Barros, Tereza Seiblitz, Camila Márdila, Zezé Mota e Beth Goulart e conta com depoimentos de familiares, amigos e pesquisadores da obra da poeta. O filme é inspirado livremente no livro Raízes de Aninha.  

Veja a seguir 10 frases da poeta dos becos de Goiás

"Sendo eu mais doméstique do que intelectual, não escrevo jamais de forma consciente e raciocinada, e sim impelida por um impulso incontonável. Sendo assim, tenho a consciência de ser autêntica."

“Venho do século passado. Pertenço a uma geração ponte, entre a libertação dos escravos e o trabalhador livre. Entre a monarquia caída e a república que se instalava. Todo ranço do passado era presente. A criança não tinha vez, os adultos eram sádicos e aplicavam castigos humilhantes.” 

"Sou mais doceira e cozinheira do que escritora, sendo a culinária a mais nobre das artes: objetiva, concreta, jamais abstrata., a que está ligada à vida e à saúde humana."

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“Nasci num berço de pedras. Pedras têm sido meus versos, no rolar e bater de tantas pedras.”

“A vida é boa. Você pode fazê-la sempre melhor, e o melhor da vida é o trabalho.”

"Sinto que cede meu valor de mulher de luta, e eu confesso: estou cansada."

"Sou mulher como outra qualquer. Venho do século passado e trago comigo todas as idades."

"Na minha alma, hoje, também corre um rio, um longo e silencioso rio de lágrimas que meus olhos fiaram uma a uma e que há de ir subindo, subindo sempre, até afogar e submergir na tua profundez sombria a intensidade da minha dor!..."

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“Quando escrevo, escrevo por um impulso interior que me vem do insondável que cada um de nós trás consigo. Mas uma coisa eu digo a você: ontem nós falamos nas pessoas que ainda estão voltadas para o passado. E eu digo a você: não há ninguém que não faça sua volta ao passado ao escrever. Nós todos fazemos. Nós todos pertencemos ao passado. Todos nós. Queira ou não queira. É de uma forma instintiva. Nós todos estamos ligados muito mais aos nossos avós do que aos nossos pais.”

"Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi."

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