Zumbis voltam a Londres no filme Extermínio 2

Seqüência do filme de Danny Boyle estréia no Brasil nesta sexta-feira

Agencia Estado

07 Junho 2012 | 03h37

Os canibais-zumbis apresentados em 2003 estão de volta na continuação Extermínio 2, que estréia nesta sexta-feira, 1, no País. No primeiro filme, o diretor Danny Boyle e o escritor Alex Garland apresentaram uma Inglaterra pós-apocalíptica tomada por um vírus desconhecido que transformava quem fosse contaminado. Na seqüência, eles assinam como produtores executivos e deixam a direção a cargo do espanhol Juan Carlos Fresnadillo. Extermínio 2 começa com um prólogo eficiente, seis meses depois do final do primeiro filme. Um grupo de pessoas está enclausurado numa casa de campo, tentando não ser infectado pelas criaturas. Até que, ao salvar um garoto que bate em sua porta, as coisas dão errado e os zumbis invadem o local. Apenas uma pessoa sobrevive, Don (Robert Carlyle). Vinte e oito semanas depois (esse, aliás, é o título original do filme, 28 Weeks Later), o vírus parece ter sido exterminado, assim como todos os zumbis. O exército dos Estados Unidos é que cuida da Inglaterra e recebe e examina todos os repatriados. Entre as pessoas que voltam ao seu país estão Tammy (Imogen Poots) e Andy (Mackintosh Muggleton), filhos de Don. Epidemia As crianças vão morar com o pai numa área especialmente construída para abrigar e proteger os sobreviventes. Eles também ficam sabendo que a mãe morreu quando foi atacada por um zumbi. Porém, mais tarde irão descobrir que essa não é bem a verdade. A mãe das crianças, Alice (Catherine McCormack), possui alguma alteração genética que permite carregar o vírus sem desenvolver a doença. Ela acaba se transformando numa nova ameaça, pois pode contaminar outras pessoas - mas também pode ser a única esperança para se encontrar um antídoto ou uma vacina. Antes que se descubra qualquer coisa, a epidemia já se espalhou novamente, tomando conta das ruas de Londres e produzindo mais e mais zumbis. Resta às duas crianças contar com a ajuda de um grupo de militares norte-americanos. Se Extermínio era sobre a solidariedade que emerge nos momentos de crise, a continuação é sobre o desespero que toma conta das pessoas depois da crise. No entanto, Extermínio 2 preza mais o sanguinolento do que o especulativo, diferente de Filhos da Esperança, de Alfonso Cuarón, que criou um pesadelo numa mesma Inglaterra pós-apocalíptica.

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