Zuenir Ventura faz ponte entre passado e presente em livro

Em '1968 - O Que Fizemos de Nós', escritor busca vestígios na atualidade daquela época conturbada

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo,

25 de abril de 2008 | 17h05

Quarenta anos depois que estudantes de vários países saíram às ruas dispostos a mudar o mundo, o escritor e jornalista Zuenir Ventura, autor do já clássico 1968 - O Ano Que Não Acabou, retorna àquela época conturbada em busca dos vestígios que influenciaram as décadas seguintes. O resultado está em 1968 - O Que Fizemos de Nós, outro candidato a best-seller, que a editora Planeta lança neste sábado, 26, em um box unindo os dois livros (R$ 75).  Veja também:Fotos do movimento de 68 e entrevista com Zuenir Ventura Leia capítulo do livro '1968 - O Que Fizemos de Nós' "Minha preocupação foi encontrar no mundo atual o que nasceu ou se desenvolveu em 1968", explica Zuenir, que dividiu o livro em duas partes. Na primeira, ele apresenta um relato do que ocorreu no Brasil ao longo desses 40 anos, identificando traços de 68 em pontos tão distintos e inusitados, desde as festas raves até a formação de políticos, independentemente se de esquerda ou não. Também os diversos caminhos abertos naquele período, como a liberdade sexual pós-pílula que, de uma certa forma, culminou na aids, são discutidos como conquistas (ou não) daquela geração. Zuenir constrói habilmente um retrato dessas quatro décadas por meio de um diálogo entre os ícones de 68 com os jovens de hoje. Como não foi um mero espectador dos fatos, Zuenir aproveita a segunda parte do livro para estimular um debate com importantes personagens, verdadeiras testemunhas oculares das transformações radicais sofridas no Brasil naquele ano, em cujo início ainda se respirava uma certa liberdade e cujo final foi marcado pelo tenebroso Ato Institucional número 5. Sobre isso, Zuenir conversa com Caetano Veloso, Fernando Gabeira, Heloisa Buarque de Holanda, Fernando Henrique Cardoso e outras testemunhas de um momento único.

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