Zélia Gattai continua na UTI, mas seu quadro é estável

Boletim médico divulgado nesta tarde indica que a escritora Zélia Gattai, de 90 anos, "evoluiu nas últimas 12 horas com estabilidade do quadro clínico cardiológico, hemodinâmico e respiratório". A autora de Anarquistas, Graças a Deus é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e ocupa a mesma cadeira 23 que foi de seu marido, o escritor Jorge Amado (1912-2001). Zélia foi internada no Hospital Aliança, em Salvador, na manhã de segunda-feira, 30, por conta de insuficiência cardíaca e edema agudo pulmonar. Diz o texto do boletim que Zélia "apresenta-se lúcida, orientada, com bom humor e alimentando-se por via oral". Mas, continua necessitando de auxílio para respirar, com o uso de oxigênio por cateter. Segundo o boletim assinado pelo médico-assistente Jadelson Andrade, a paciente "apresenta sinais clínicos e laboratoriais de controle do quadro de infecção respiratória aguda". Zélia deve "permanecer ainda sob vigilância intensiva na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do hospital", conforme o informe médico. Em julho passado Zélia tinha sido internada no mesmo hospital, devido a problemas de pressão alta e dores no peito. Ela começou a escrever aos 63 anos encorajada por Amado, com quem foi casada por 56 anos até a morte do escritor, em agosto de 2001, e é autora de treze livros. Nascida em São Paulo, em 2 de julho de 1916, mas baiana por adoção, a escritora ainda vive na casa do bairro Rio Vermelho, em Salvador, onde morava com Amado, em cujo jardim estão as cinzas do escritor e que será transformada em um museu dedicado à sua memória. Jorge Amado foi um dos escritores brasileiros mais conhecidos no mundo antes do fenômeno Paulo Coelho, autor de obras que ganharam ainda mais notoriedade a partir das adaptações realizadas para a televisão e o cinema, como Gabriela, Cravo e Canela e Dona Flor e seus Dois Maridos.

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