Zeca Pagodinho volta a São Paulo com MTV Gafieira

Cantor apresenta o projeto na sexta-feira e no sábado, no Credicard Hall

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 17h56

Quem não associa o nome de Zeca Pagodinho à samba e cerveja, pode-se dizer que é "ruim da cabeça ou doente do pé". Adorado por milhares no País, ele volta a São Paulo para mais um show na sexta-feira, 15, e no sábado, no Credicard Hall, da turnê do Acústico MTV - Gafieira. Zeca Pagodinho foi o único a gravar duas versões deste projeto da MTV. O primeiro trazia sucessos da carreira, como Deixa a Vida me Levar, Posso Até me Apaixonar, Vai Vadiar, entre outros. Já neste segundo álbum, Zeca se voltou para o samba de gafieira, em canções como Judia de Mim, Beija-me e Tive Sim. Em entrevista à Agência Estado, por e-mail, o sambista diz que foi um desafio, como todos os trabalhos. Entre eles, "escolher o repertório e os arranjos que melhor se enquadram nas canções". "No fim, a gente senta e toca, mas antes é preciso organizar as coisas", diz. Carismático, o sambista foi recentemente alvo de um embate público, pela imprensa, entre ele e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O ministro defendeu em audiência que os artistas fossem vetados de participar de propagandas de bebidas alcoólicas. Temporão chegou a dizer que gostava de Zeca Pagodinho, mas afirmou que era "patético" (Zeca participar de comerciais). Garoto-propaganda de uma grande marca de cerveja, o sambista rebateu e chamou o ministro de incompetente. Questionado se ficava descontente com situações polêmicas como esta que envolveu seu nome, Zeca afirmou achar "chato o patrulhamento". "Tem muito artista fazendo campanha de várias coisas. E não é porque o sujeito assiste ao comercial que vai beber. Passei a minha vida vendo comercial de cachaça e nem por isso bebo", declarou ele. Com relação às supostas críticas de que ele estaria mais preocupado em fazer seu dinheiro, o sambista diz não ligar para isso. "Deixo a vida me levar. Estou fazendo o meu trabalho, não devo nada a ninguém e pago minhas contas em dia. Tenho o meu público que gosta e respeita o meu trabalho. Isso é o que importa", frisa. Samba e gafieira Polêmicas de lado, Zeca Pagodinho é conhecido por apadrinhar novos nomes do samba. Foi o caso da jovem Juliana Diniz, neta de Monarco, líder da Velha Guarda da Portela, e filha do músico e compositor Mauro Diniz. Neste caso, diz Zeca, o apadrinhamento "foi natural". "Como artista eu recebo muita coisa e outras eu ouço em shows e lugares que freqüento. Gosto das novidades e fico atento a elas, principalmente as do samba. Mas às vezes é natural, como foi com a Juliana Diniz", conta ele. Zeca afirma observar as novas cantoras que apareceram por aí, e destaca a nova revelação da MPB, Mariana Aydar, a quem diz ter "uma voz muito boa". "Me chamou a atenção a interpretação dela na homenagem à Zé Ketti, no Prêmio TIM (realizado no Rio, no mês passado)", relata o sambista. Pois bem, ligado a novos talentos e desconectado com às críticas e polêmicas, Zeca Pagodinho retorna a São Paulo para mostrar o que mais sabe fazer - o bom e velho samba, de qualidade e respeito. Quem for assisti-lo, deve conferir as canções que formataram o disco de Gafieira, sem deixar de lado grandes hits de sua carreira, como Verdade. "Gafieira e samba, tem um pouco de tudo", promete ele. "Algumas músicas tiveram seus arranjos refeitos, com metais, numa linha mais para dançar. É o mesmo show do DVD, mas nesse eu fico mais solto, posso improvisar, porque não é gravação", acrescenta. É samba para dançar, como salienta o sambista. E alguém duvida disso? Zeca Pagodinho. Credicard Hall. Av. das Nações Unidas, 17.955, tel. (11) 6846-6010. Sexta e sábado, às 22h. De R$ 55 a R$ 150

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