Zé Renato lança em SP DVD com participação de Tom Jobim

Já são 30 anos de carreira e 51 de idade, e Zé Renato achou que era hora de gravar um DVD. Com 18 canções (10 de sua autoria, sozinho ou com parceiros), participações especiais (Milton Nascimento, os companheiros do Boca Livre e o saxofonista Zé Nogueira) e um emocionante vídeo em que aparece tocando e cantando com Tom Jobim e Jaques Morelenbaum, o trabalho está saindo pela Biscoito Fino e terá lançamento em São Paulo nos dias 24 e 25, no Sesc Vila Mariana.Intimista, o show, transportado para o DVD, foi realizado na simpática casa carioca Estrela da Lapa, em junho do ano passado. O cantor e seu violão são acompanhados por Marcos Nimrichter (piano e acordeão), Rômulo Gomes (baixo acústico) e Marcio Bahia (bateria). Zé reuniu canções novas suas, como Estrela D’Alva (com Juca Filho) e Delicada (com Teresa Cristina), clássicos, caso de Mulher (Custódio Mesquita/Sadi Cabral) e Roxane (Sting), e músicas da carreira do Boca Livre, grupo vocal formado em 1978 - Bicicleta e Anima (com Milton Nascimento). Todas em arranjos que realçam o timbre único do intérprete."Não queria fazer uma retrospectiva, e sim mostrar que continuo caminhando", explica o cantor e compositor capixaba radicado no Rio, que aparece num dos extras do DVD contando sua história, desde o primeiro violão. No palco, Zé recebeu alguns dos personagens que fizeram parte dessa trajetória: David Tygel, Maurício Maestro e Lourenço Baeta, do Boca Livre (cuja formação inicial tinha Cláudio Nucci no lugar de Baeta), com os quais Zé divide Bicicleta; Milton, que apareceu para cantar Anima; e Zé Nogueira, cujo saxofone enriquece Roxane.O vídeo com Tom Jobim, gravado em 1990 na casa do mestre, no Jardim Botânico, deixa-o emocionado até hoje. "Aquelas imagens estavam perdidas havia muito tempo. Ainda me emociono porque é o sonho de muito músico ter um registro seu ao lado de alguém como o Tom." A música é O Amor em Paz, de Tom e Vinicius. Zé canta, Tom está ao piano e Morelenbaum toca violoncelo. Ao refletir sobre a carreira, Zé conclui: foi tudo muito melhor do que esperava. "Fazer a música que eu faço é uma opção muito difícil", constata, para depois emendar: "Mas isso não me impede de seguir adiante. Eu faço exatamente o que eu quero."

Roberta Pennafort, do Estadão

10 de julho de 2007 | 14h22

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