Zé Celso leva os cinco espetáculos de 'Os Sertões' a Canudos

A convite do 'Estado', o ator Pascoal da Conceição faz um diário da encenação. Acompanhe

Beth Néspoli,

28 de novembro de 2007 | 18h50

Desde o início da preparação de Os Sertões - a transposição cênica do livro homônimo de Euclides da Cunha sobre o massacre dos sertanejos na cidade de Canudos -, o diretor José Celso Martinez Corrêa afirmava que não criaria o espetáculo para provocar catarse, a piedade para com Antônio Conselheiro (1830-1897) e sua gente. Pelo contrário, seria para furar o cerco. Os muitos cercos: de recursos para o teatro, da especulação imobiliária em torno do Oficina, o cerco da miséria. Seria o espetáculo do desmassacre, na linguagem de Zé Celso.   Veja também: Diário de Canudos Parte 1 - A ChegadaDiários de Canudos Parte 2 - A Subida do Monte SantoDiário de Canudos Parte 3 - O Caminho de Des-Compostela Diário de Canudos Parte 4 - E Eis Que a Nave Foi Iluminada Diário de Canudos - Parte 5 - O Teatro de Estádio Diário de Canudos Parte Final - Bendegó   Nesta quarta, 28 estréia em Canudos essa montagem de 5 dias e 25 horas de duração, 5 espetáculos - A Terra, O Homem 1, O Homem 2, A Luta 1 e A Luta 2 -, 5 toneladas de cenário, 2,5 mil figurinos, 47 atores, 70 pessoas diretamente envolvidas. O estádio de futebol local vai abrigar uma réplica do Oficina, a exemplo do que já aconteceu na Alemanha, em São José do Rio Preto (SP), no Recife (PE), em Salvador (BA) e em Quixeramobim (CE).  E a narrativa cênica da guerra que inaugurou o telégrafo será acompanhada pelo Estado em reportagem diária no Caderno 2, assinadas pelo ator Pascoal da Conceição. "Serei, com muita honra, o Euclides da Cunha do desmassacre. Ele foi denunciar um crime, uma carnificina. Eu vou testemunhar a transmutação de morte em vida". Imagens das apresentações em Canudos podem ser vistas também no site do Teatro Oficina.

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