Xuxa será estrela de campanha de seguro de câncer feminino

A apresentadora Xuxa é a estrela de uma campanha de seguro de câncer feminino que deve ser lançada neste domingo em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo.Parte da renda arrecadada com a venda das apólices será revertida para pesquisas sobre a doença no Hospital do Câncer de São Paulo.O valor da doação e o cachê da apresentadora, no entanto, são mantidos em sigilo pela empresa Cigna Seguradora, responsável pelo projeto, batizado de Proteção Mais.Segundo o presidente da Cigna Seguradora no Brasil, Salvador da Cunha, o lançamento será feito a partir de campanhas publicitárias veiculadas em meios de comunicação campineiros. Ele estima que a divulgação nacional ocorra em um mês e meio."Tudo depende de como o produto será recebido em Campinas, cidade que reproduz o perfil sócio-econômico do Brasil", disse.A destinação de parte da verba do seguro para pesquisas foi solicitada por Xuxa, antes de assinar o contrato. De acordo com Cunha, as negociações para a contratação da apresentadora levaram um ano.Ele explicou que a empresa já desenvolvia alguns trabalhos com o Hospital do Câncer de São Paulo, o que facilitou o contato. "O hospital é uma referência na América Latina", reforçou.O acordo entre as três partes prevê ainda uma página na internet com informações e orientações para portadoras de câncer.O conteúdo será abastecido pelo hospital, e a página ficará hospedada no Portal X, que pertence a Xuxa. "Câncer é um tema delicado que cria uma situação familiar delicada. Queremos romper tabus e tornar acessíveis informações sobre a doença", alegou Cunha. Ele lembrou que o conteúdo do site trará novidades sobre tratamento e pesquisas.O presidente da Cigna explicou que já há seguros femininos no mercado, mas afirmou que o Proteção Mais, voltado para câncer de mama e do aparelho reprodutivo, é único, porque prevê o pagamento do prêmio assim que o diagnóstico é emitido. A segurada recebe R$ 100 mil quando descobre a doença, e, no caso de morte, a família recebe outros R$ 100 mil."Com o prêmio, pago já no diagnóstico, a mulher pode optar por usá-lo como quiser, inclusive em tratamentos no exterior", defendeu Cunha. Mas há restrições.O seguro somente pode ser adquirido por mulheres entre 18 e 64 anos, que nunca tenham tido diagnóstico de câncer, nem irmã ou mãe portadora da doença. "São restrições normais, comuns no mercado de seguros, e aprovadas pelos órgãos competentes. Não há nada de anti-ético nelas", garantiu.Cunha comentou que a empresa investiu US$ 300 mil em pesquisas para criar o projeto. O presidente da seguradora não divulgou o valor aplicado em publicidade. "É um valor indeterminado. Pode ser US$ 5 milhões, US$ 10 milhões ou US$ 20 milhões, depende da aceitação do produto. Somos uma empresa que trabalha com venda massiva e popularização usando marketing direto", justificou.A expectativa, conforme Cunha, é de que até o final deste ano 100 mil apólices do seguro para mulheres sejam vendidas.De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INC), mais de 50 mil mulheres recebem diagnóstico de câncer feminino por ano no Brasil, cerca de 32 mil vítimas de câncer de mama e aproximadamente 16 mil de colo de útero.O INC prevê 12 mil mortes pela doença este ano. E lembra que o índice de cura é de até 90% quando o câncer é tratado na fase inicial.Uma das líderes mundiais de seguro, a Cigna opera em 26 países. Está há 82 anos no Brasil, onde atua nas áreas de seguros, previdência e investimentos. No mundo todo, a Cigna Corporation, que faturou US$ 20 bilhões no ano passado, possui ativos na ordem de US$ 96 bilhões.

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