Seu personagem, a professora Mrs. Wilkinson, além de incentivar o talento de Billy, revela-se uma mulher sarcástica em um mundo tão masculino.

Entrevista com

30 de junho de 2013 | 02h14

É verdade. Mas isso se explica por ela ser uma mulher cujas aspirações sempre foram maiores que sua vida rotineira oferece. Vivendo naquela pequena cidade pobre, muitos de seus sonhos se evaporaram. Mas ela não perdeu a fé nas pessoas, mesmo sendo cínica. O que mais gosto nesse papel é que Mrs. Wilkinson é uma mulher de verdade, distante de muitas personagens de musicais com perfil mais otimista.

Como foi trabalhar o sotaque inglês tão característico?

Tivemos acompanhamento de profissionais de dicção e também o auxílio de alguns colegas do elenco que são britânicos e que nos corrigiam. Não foi difícil, algo como aprender uma música.

A trama se passa em um

momento delicado da história inglesa, nos anos 1980. Você

pesquisou a respeito?

Sim, vi dois documentários sobre a greve de 1984, além de muitas imagens no YouTube. Sabe, eu pertenço a um sindicato (dos atores) e, por conta disso, eu me sinto confortável para entender a reclamação daqueles mineiros.

É tocante o esforço dela para convencer o pai de Billy a liberá-lo para participar da seleção

para a escola de dança.

De uma certa forma, ela substitui a mãe de Billy, que já morreu. Mas, principalmente, ela percebe que o garoto é um dos poucos entre aqueles pobres coitados a ter uma vida digna, a escapar daquelas minas, a conquistar algo de

que se orgulhe. / U.B.

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